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zonaDINAmica

Clube Oficial de Fãs da Cantora e Compositora Dina.

Dina: Um Amor... De Água Fresca

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Pegando no cognome de Dina, lembrado e atribuído pelo Samuel Úria, trago a canção "Amor d'Água Fresca" (música e interpretação de Dina e letra de Rosa lobato de Faria), que faz parte da memória colectiva de Portugal e que representou o País no Eurovision Song Contest (ESC) de 1992 em Malmö, na Suécia.

 

Esta canção, após a vitória no Festival RTP da Canção, foi muito maltratada por alguns pseudo-jornalistas (sem formação em jornalismo, nem em música, nem como Pessoa sequer), que achavam que a letra não tinha qualquer sentido. Longe de ser a única canção cuja letra foi criticada, ainda hoje essa controversa sem sentido é lembrada. Para alguns, a papinha tem de ser toda feitinha e dada na boca. Para essas pessoas, lembro uma belíssima canção brasileira com letra em português de Fernando Brant e com música de Milton Nascimento, aqui na saudosa voz de Elis Regina - "Canção da América". Fazendo um paralelo entre estas duas canções, a dada altura a letra de Brant diz "Amigo é coisa pra se guardar / Do lado esquerdo do peito". Ora, para se conhecer quem é amigo há que primeiro experimentar - "trincar". - Porém, antes disso há que tomar a iniciativa de conhecer pessoas - "pegar". - Só desta forma se pode finalmente, a quem mereça, guardar do lado esquerdo do peito - "meter na cesta". - É este o encanto da complexidade do Amor, simplificado/descodificado nas três acções pegar, trincar e (caso valha a pena) meter na cesta [no coração]. Esta descodificação também foi feita por um Sítio francês, que compreendeu bem a essência do Poema, já que enaltece a originalidade da canção e elogia o vocabulário novo atribuído ao tema mais recorrente das canções [o Amor]:

 

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O 17º lugar e os 26 pontos conseguidos pela canção foram contestados. E ainda é considerado injusta a má classificação obtida, onde em vários TOPs do Youtube isso é espelhado, colocando "Amor d'Água Fresca" em melhores lugares, inclusive nos 10 primeiros lugares... E até no TOP3(!), chegando a rotular a canção como bonita e cativante ("cute" e "catchy"):

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O êxito pré-ESC referente à canção portuguesa por parte da Europa, que teve acesso ao videoclip que cortava com tudo o que já foi feito, assim como a versão "ecológica" em língua inglesa, murchou graças a vários desrespeitos por parte da RTP. Nesse ano de 1992 a delegação da RTP lembrou-se de proibir a participação das autoras e intérprete da canção (Dina e Rosa Lobato de Faria) no cocktail de boas-vindas na Suécia, ficando retidas no quarto de hotel. O que a RTP comunicou às restantes delegações, sobre a ausência das pessoas mais importantes de Portugal? Estavam assim tão famintos, com uma gula insaciável? Além disso, os planos de realização eram monótonas e repetitivos, sem diversificação, sem ritmo. O vestuário de Dina era completamente desadequado à canção, estando ela mais livre e solta com o que levou na final nacional da RTP, onde as cores azul-água e branco destacavam o tema da canção, assim como a blusa com frutas pintadas a mão pelo José Manuel Costa Reis. Ninguém da comitiva da RTP teve a amabilidade e o cavalheirismo de distribuir o merchandising que os amigos de Dina tiveram o trabalho de fazer para promoverem a canção de Dina. Teve de ser a própria Dina que, saco às costas, andou a distribuir o material promocional pelas outras delegações e intérpretes, o que foi muito mal visto pelas outras delegações. Ao longo da história do ESC, os nossos representantes são alheios às más classificações obtidas no ESC. A pontuação obtida por Portugal foi a seguinte:

 

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"Amor d'Água Fresca" é uma canção que desperta não só a boa disposição e energia, mas também todos os sentidos, é uma canção altamente sinestésica! Recordamos de seguida as actuações na semifinal e na final do Festival da Canção, assim como o videoclip e a passagem pelo ESC (da final e do 2º ensaio, que foi bilingue) desta canção autobiográfica da eterna Dina:

 

Imagens: Internet

 

Dina, In Memoriam

 

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Faz hoje 8 dias que Dina partiu fisicamente. A consternação ainda está apoderada de mim. Queria acreditar que o caso da Dina era o mesmo de um cantor célebre em todo o continente americano e Espanha, conhecido por El Puma, como comentei com um outro fã de Dina, que aquando a notícia da doença da Dina em 2016 vim a descobrir que ele também tinha fibrose pulmonar desde 2000. Em 2017 El Puma foi sujeito a um duplo transplante de pulmão e já teve uma breve actuação este ano... Sonhava que acontecese o mesmo com a nossa Dina. Que em dias surgiria na comunicação social que a Dina foi transplantada e já tinha voltado a gravar... Mas na manhã da passada Sexta-feira "acordei" para a realidade. Comparar Portugal com Estados Unidos da América (ou outros países da Europa) leva a, no mínimo, uma desolação gigante! O número de mortes por aqueles que aguardam por um transplante em Portugal são verdadeiramente assustadores (descobri após a Dina nos deixar)!...

 

Passa 8 dias que Dina partiu... E lembro o primeiro dia em que a Dina apareceu no pequeno ecrã, mostrando o Poema Inocência de António Gedeão que a própria Dina musicou e que se revela muito biográfico, uma imagem da própria Dina:

 

Hei-de morrer inocente
exactamente
como nasci.
Sem nunca ter descoberto
o que há de falso ou de certo
no que vi.
Entre mim e a Evidência
paira uma névoa cinzenta.
Uma forma de inocência,
que apoquenta.
Mais que apoquenta:
enregela
como um gume
vertical.
E uma espécie de ciúme
de não poder ver igual.

 

Ficam algumas reacções ao falecimento de Dina (Sítio Festivais da Canção): 1, 2, 3 , Kris Kople e da Ministra da Cultura. É de leitura obrigatória a "Carta de Despedida" de Júlio Isidro à Dina, do qual retiro estes dois parágrafos:

 

"A Dina passava da doçura do “Gosto do teu gosto” para a explosão do seu “Dinamite” num acorde da guitarra, levando consigo um público que lhe tinha carinho.
Foram anos a escrever cantigas e a mostrá-las em disco ou concertos, construindo um património que vale a pena ouvir em estreia, ou rebobinar e recordar, para se lhe atribuir o valor que se foi perdendo na voragem do preconceito e dos chamados novos tempos".

 

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Sem menosprezo para outras pessoas, destaco as palavras de alguns daqueles que participaram na Celebração de Vida, devida e em Vida, da Dina em 2016 - Dinamite, - fruto do trabalho do Gonçalo Tocha (Obrigado, Tocha... E todos os que se juntaram à esta grande Celebração!):

 

- Gonçalo Tocha: “Foi um daqueles encontros de almas em que nos tornamos muito cúmplices, falámos muito sobre vida, arte, música. Era uma pessoa muito aberta, faladora, amiga do seu amigo, generosa, sem preconceitos. Por isso é que ela fez tanta música diferente, pop, rock, baladas, funk”... “Era uma mulher hipertalentosa e, como pessoa, era exatamente o que mostrava ser. Uma pessoa acessível, carinhosa, amiga e de uma simpatia extrema”. “Em 1982 era quase a única cantora-compositora e hoje em dia está muito longe disso. Só aí já temos um legado”. “urge reeditar” os discos, especialmente os dois primeiros, “Dinamite” (1982) e “Aqui e Agora” (1991), que são “muito difíceis de encontrar”.

 

- Ana Bacalhau: “Ajudou a pavimentar a estrada que eu e outras mulheres pisamos agora”. Os espetáculos relembraram uma obra que continua a não ser conhecida “e reconhecida” em toda a sua dimensão. “Talvez ainda não lhe tenha sido dado todo o crédito que merece”, mas será uma questão de “descoberta”. Se as músicas forem ouvidas o respeito será imediato, acredita, porque “a qualidade está lá”. 

 

- Samuel Úria (crónica Da Água Fresca, no Sapo): "Foi senhora sempre. Senhora quando os nossos ouvidos, os seus pulmões, ou os corações de muita gente a maltrataram. Senhora sempre". "Amor de Água Fresca não é a melhor canção da Dina, mas Água Fresca podia ser o seu cognome". "Eu lembro-me bem dos anos 80; quantas vezes não devem ter sugerido à Dina para parar de costurar melodias e ir antes para casa coser meias?  Quantas vezes não lhe terão amesquinhado as opções e as ambições?". 

 

- João Gil (Diabo na Cruz): "Esta é a Dina, alguém por quem me apaixonei no primeiro minuto. Alguém que lutou contra o mesmo Adamastor que a minha mãe, que julguei nunca mais conseguir tirar da cabeça a primeira imagem que tive dela, a entrar na nossa sala de ensaios, com a sua garrafa de oxigénio na mão, a cantar uma musica connosco, a parar no primeiro refrão e a pedir desculpa por isso. Não precisavas de pedir desculpa... Desculpa eu não te ter abraçado mais vezes e ter dado mais beijinhos enquanto cá estiveste..."

 

- Alex D'Alva Teixeira: "Há quem diga que não devemos conhecer os artistas que admiramos, dado que a noção que temos deles é muitas vezes diferente da realidade, correndo o risco de sairmos desiludidos. Com a Dina, foi o oposto."

 

Antes de recordar a Celebração Dinamite no Teatro Rivoli (Porto), aconselha-se a leitura do artigo de Carlos Carvalho (ESCPortugal) que nos traz um especial sobre a discografia de Dina:

 

 

 

Imagens: Internet

Dina (1956-2019), (Um)A Cor da Vida

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Na noite do dia 11 de Abril de 2019, a Cantora e Compositora Dina (nome artístico de Ondina Veloso) falece no Hospital Pulido Valente, em Lisboa. Em 2006 foi diagnosticada com fibrose pulmonar, doença esta que a Ciência dá apenas 3 anos de vida, mas que a Dina teve fôlego para 13 anos, graças à paixão e garra pela vida. Aguardava por um transplante pulmonar, mas nunca chegou a vir o pulmão que ela tanto precisava para continuar a viver.Uma lutadora nata, que ninguém andou com ela ao colo, foi tirado a ferros o sucesso de Dina, que para muitos passa ao lado por desconhecimento da Obra, por culpa da comunicação social (sobretudo a rádio e a televisão, mas também a imprensa) e empresas discográficas, como referiu Júlio Isidro. Desde sempre a Dina teve o ímpeto para a cantoria. Foram 62 anos de Vida e de casamento com a música. 62 anos que se poderiam simbolizar num ambar.

 

Dina é a cor da própria Vida. Vida que Dina tão bem interpretou com o seu timbre único e característico em que o Mundo parava de girar mal a Dina abria a boca, com as palavras suas, mas sobretudo de poetas e poetisas (com pinceladas de algumas palavras suas, que serviam de mote) e, obviamente, musicou, pois a génese de tudo era a própria música. A Vida que a Dina com arrojo para além de cor deu também forma, textura, sonoridade, sabor, perfume e sentimento, tudo isto nos ofereceu em forma de Música, materializando o que para muitos não passaria de fórmulas complicadas que provariam a existência de um qualquer Buraco Negro algures no espaço. Por coincidência, horas depois da primeira imagem obtida deste a Dina nos deixa órfãos.

 

Dina não é reduzível, redutível. Tocou vários estilos musicais, desde a balada ao rock, passando pelo funk e outras "etiquetas". Dina encarna na perfeição uma trovadora dos tempos modernos. Alguém que menospreza a Obra de Dina por ideologias políticas (que Dina nunca teve!) ou aversões sexuais mostra, no mínimo, ausência de inteligência. Dina, por afinidade com uma pessoa, fez um hino partidário e participou na campanha desse ano de 1995, afinal, nesta sociedade é preciso dinheiro para se sobreviver, ou não? A História actual está cheia de nomes masculinos que tiveram e têm essa mesma atitude, mas que ninguém lhes atira pedras. Só por uma mulher ter a ousadia de fazer algo que está reservado(?) ao universo masculino dá direito a ser enxovalhada? Ó meus caros, Dina desde cedo se habituou ao lugar de primícia: É a primeira cantora compositora de Portugal - o dizem vários especialistas (será por, mesmo assim, ter mais Obra publicada?), - e não sendo a primeira a representar Portugal no Eurovision Song Contest enquanto tal, foi-o em dupla feminina, com Rosa Lobato de Faria em 1992, com uma canção simples, quase infantil, mas com uma maturidade brutal que ainda há quem ache a letra estranha, passado quase 30 anos! É estranho pegar em algo (pessoa, situação,...) novo, o trincar para arriscar nessa aventura e, se for de qualidade o meter na cesta (guardar no coração - estar atento ao minuto 3:20 e seguintes)? Dina, ainda moça, começa a compôr com a guitarra dos irmãos mais velhos que estava lá por casa, começa a dar nas vistas, quer em grupo (Quinteto Angola), quer depois em solitário, editando 2 EPs. Ainda a televisão era a preto e branco quando Dina teve a sua primícia televisiva musicando um poema de António Gedeão num programa do Nicolau Breyner. Quando a RTP começou a cores, no Festival da Canção de 1980, a Dina lá estava e conquistou o Prémio Revelação. Na primeira telenovela portuguesa, Dina marcou presença com "Aqui Estou". Em 1993, na primeira telenovela da TVI Dina compõe e dá voz ao genérico de "Telhados de Vidro". Também na TVI, o seu genérico "Que é de Ti", para a telenovela Filha do Mar, chama a atenção para a produção televisiva, marcando um antes e depois. Dina é o diminutivo de Ondina, que tem origem etimológica na palavra onda, logo Dina é sinónimo de movimento, liberdade, energia, revolução. Dina estava destinada a ser a primeira, mas nasceu em um País que não valoriza o que é seu. Mesmo não tendo recolhido grandes frutos, Dina foi importante para a Música e a Sociedade actual estar e ser, de certo modo, mais madura.

 

Dina teve percalços ao longo da sua carreira, que poderiam ter sido evitados se a respeitassem enquanto Cantora, Compositora e, claro, Pessoa e Mulher. Os maus tratos são condenáveis, assim como privar alguém da liberdade de criar. Portugal tem fama de ter sido dos primeiros a abolir a pena de morte. Isto é só na teoria? 

 

Ao todo, foram cinco as décadas que Dina, indissociável da sua guitarra, nos brindou com as suas canções. Canções, algumas, que andam por aí perdidas. Mas perdida é algo que não está a sua Música, essa está e continuará sempre entre nós.

 

Bem-Haja Dina!

 

Carlos.

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Imagens: Internet

 

Dina nos Deixou

É com pesar que informo que na noite passada faleceu a Cantora e Compositora Dina. As sinceras condolências à Família. Para todo o sempre se perpetuará a sua música. Bem-Haja Dina, por tantos e tantos momentos de Felicidade que me deste, quer pessoalmente quer através da tua Música. Descansa em Paz.

 

Recordamos alguns dos seus êxitos:

 

 

DINA40ANOS - Retrato #14 (FIM)

Como quem se assoma aos concertos de 22 e 24 de Março de 2016 - Dinamite - Concertos de Homenagem à Dina, - vamos, em tons de esmeralda (simbolizando o 40º aniversário de canções de Dina), concluir o percurso da discografia de Dina, em Retratos... Colaborações (de Dina em projetos de terceiros).

 

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Colaborações de Dina em projetos de terceiros

 

 1980

Dina participa (voz falada) no single homónimo de Aníbal Miranda no tema "Don't Shoot":

Dina participa nos coros do tema "Canção do Beijinho" (letra e música de Carlos Paião), de Herman José:

 

 1981 

 Dina presta homenagem ao maestro José Belo Marques (Leiria, 25 de janeiro de 1898 — Sobral de Monte Agraço, 27 de março de1987) no programa E O Resto São Cantigas (RTP), com o tema "Grão de Arroz" (letra e música do próprio José Belo Marques), celebrizado na voz de Amália Rodrigues (1953).

 

 Dina faz a música "Fora da Lei" para as Doce (letra de António Avelar de Pinho), que pertence ao álbum É Demais:

 

 1986 

 Dina participa nos coros dos temas "O Paciente" e "Cerimónias" do GNR (LP Psicopátria):

 

 

 1988 

 Dina grava com e para Carlos Paião um dueto do tema "Quando as Nuvens Chorarem" (Single/LP Intervalo):

 

 1994  

● Dina faz a música "A Tua Pele" para Alexandra (CD De Viva Voz).

 Dina participa na canção do Pirilampo Mágico:

 

 1995 

 Dina participa na canção do Pirilampo Mágico:

 

 

 1996 

 Dina tem uma participação especial no tema "Fazes Falta", de José Alberto Reis (CD Mágoas):

 Dina participa na canção "Racismo Não". A venda deste CD reverteu a favor da AMI (Assistência Médica Internacional). 

 Dina participa no tema “Novo Amanhã”, do projeto Correr Contra a Sida

 

 2001 

 Dina faz a música "Março Marçagão" para Paula Duke. Tema incluído na Banda Sonora da Telenovela Filha do Mar (TVI). [ Áudio ]

 

 2002 

 Dina compõe para Lena d'Água "A Luz Que Eu Vi". Tema incluído na Banda Sonora da Telenovela Sonhos Traídos (TVI). [ Áudio ]

 

 2008 

 Dina faz a música Paraíso” para o Zé P. (CD Ilha dos Sonhos).

 

 2011 

 Dina faz um dueto com Cassapo em Só Tu” (CD 11):

 

 2014 

 Dina, à convite dos TochaPestana, tem uma participação especial na versão destes do tema "Pássaro Doido" para o CD Música Moderna, tema este original do segundo single (1980) da cantora portuguesa Dina. Ficamos com o videoclip:

 

A Agenda Cultural de Lisboa entrevista a Dina

Uma nova geração homenageia a cantora

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No ano em que Dina celebra 40 anos de carreira, vários artistas da nova geração musical portuguesa juntam-se para reinterpretar os temas do primeiro álbum da cantora, Dinamite, de 1982, para além de outras 12 canções compostas entre 1980 e 2000.

No dia 22 de março, Ana Bacalhau, B Fachada, Best Youth, Da Chick, D'Alva, Márcia, Mitó, Samuel Úria e Tochapestana homenageiam a obra da intérprete e compositora que encerra, nesta data, a sua carreira.

A este propósito, estivemos à conversa com Dina para saber como olha para a nova geração de músicos, mas falámos também sobre alguns dos seus êxitos do passado.

Começou muito cedo a sua vida de artista, chegou até a fazer teatro na escola. Recorda-se do momento em que percebeu que queria fazer da música a sua vida?
Isso foi acontecendo, mas penso que foi na adolescência, quando se instala a insatisfação e nos refugiamos na música. Lembro-me que, quando fazíamos excursões na escola, mandavam-me sempre cantar a mim. Andei num colégio que tinha internato masculino e feminino, no Carregal do Sal, que apesar de tudo não era um meio tão fechado quanto isso. Havia um movimento estudantil, uma agitação nos cafés, e a música era central na vida dos adolescentes, ligava-nos. Na altura comecei a cantar e aprendi a tocar guitarra e foi assim que tudo aconteceu.

A Dina foi uma das pessoas que mais vezes deu voz a genéricos de novelas. O processo de composição de fazer músicas para um álbum ou para uma personagem é muito diferente?
Na primeira novela da RTP fui convidada para cantar o tema de uma miúda problemática, mas o genérico era cantado pelo Samuel. A canção a que dava voz era um tema da Rosa Lobato Faria e do Vítor Mamede. Depois, na TVI, fiz o genérico de Telhados de Vidro, e ainda mais duas ou três canções. É um processo muito diferente. Gosto muito de fazer músicas propositadamente para um personagem. Adoraria fazer a banda sonora de um filme. É muito interessante pegar no perfil de um personagem e construir a música de acordo com as nuancesdele. Foi um trabalho que me deu muito gozo fazer, mas entretanto as coisas mudaram. As editoras começaram a usar as novelas para divulgarem álbuns que estavam para sair. E deixou de haver inéditos.

Em 1992 participou no Festival da Canção com um dos seus maiores êxitos, Amor de Água Fresca. Diria que esta canção foi um marco na sua carreira?
Sem dúvida. Quis fazer uma canção para ganhar, e assim foi. A Rosinha (Lobato Faria) fez um cocktail de frutas muito engraçado… Considero que tenho dois ex-libris na minha carreira: Há sempre Música entre Nós, de 1981, que ainda hoje as pessoas conhecem, e Amor de Água Fresca que é transversal a várias gerações. É uma canção muito animada, muito fresca e que fala em fruta. Dá para fazer várias leituras dali [risos], é uma canção feliz, e, sem dúvida, um ícone.

Essa parceria entre a Dina e a Rosa Lobato Faria foi longa. Como era o vosso processo de trabalho?
Lembro-me que quando estava a fazer o álbum Aqui e Agora, tinha uma canção sem letra (sou mais compositora do que propriamente letrista). Mostrei a canção à Teresa Miguel das Doce, que me sugeriu que falasse com a Rosa. Sempre fui um bocadinho distraída da vida, e na altura não tinha noção de que a Rosinha andava metida nesta coisa das canções. Entretanto combinámos e a Teresa levou-me a casa da Rosa. Houve logo uma empatia enorme, e ela fez a letra com a maior das facilidades. A canção acabou por se chamar Acordei o Vento. Gostei logo da letra e de dizer as palavras dela. Nasceu daí uma enorme amizade, nem podia começar a tocar uma música ao pé dela, que ela começava logo a pensar na letra [risos]. Foi uma pessoa que serviu muito bem as minhas canções e que faz falta a muita gente.

Juntamente com a Rosa Lobato Faria, compôs o hino de dois partidos políticos. Alguma vez se arrependeu de ter emprestado a sua voz à política?
A única coisa que me magoou nesse processo foi que toda a gente reparou que eu dei a voz, mas no entanto toda a gente dava a cara e essas pessoas nunca foram questionadas. Lembro-me da Mafalda Veiga, do Pedro Granger, por exemplo. Isso incomodava-me um bocado, porque eu queria era que falassem da minha música. Somos cidadãos como outros quaisquer, temos direito a ter as nossas convicções. Não diria que estou arrependida, mas tinha feito as coisas de forma diferente, até porque fui muito penalizada por isso.

No dia 22 de março, é homenageada no São Luiz por Ana Bacalhau, B Fachada, Best Youth, Da Chick, D'Alva, Márcia, Mitó, Samuel Úria e Tochapestana. Como é que olha para esta nova geração de músicos?
O que eu gosto nesta gente é o facto de serem descomprometidos com o sistema, ao mesmo tempo que são muito comprometidos com o seu trabalho. Quando o Gonçalo Tocha me apresentou esta ideia, pensou logo numa homenagem, não com gente da minha geração, mas com gente desta nova geração de músicos. Gente que conhece e que gosta do meu trabalho. Quando conheci o B Fachada ele trazia o meu primeiro disco, em vinil. Lembro-me de lhe ter perguntado se ele conhecia o álbum, ao que ele me respondeu: ”conheço muito mais de ti do que tu de mim”. Fiquei orgulhosa, o B Fachada é um personagem. Por arrasto veio esta malta toda… Por exemplo, acho que o Samuel Úria tem um bocado da minha 'cena'. Não digo que tenham ido beber à minha música, mas sabem quem eu sou, conhecem o meu trabalho e agradou-lhes a ideia de fazer este espetáculo.

Conhece as versões que eles vão fazer ou vai ser uma completa surpresa?
Como intérpretes e autores que são é natural que deem o seu cunho pessoal. Aliás, basta abrirem a boca para a música já não ser minha, passa logo a ser deles. Estou muito curiosa e ansiosa por ver as minhas músicas serem cantadas por esta malta toda [risos]. Vou estar em palco com eles a tocar. À partida também cantarei uma ou duas canções vamos ver…

Este concerto marca o encerramento da sua carreira. Sente que está na altura de dar lugar aos mais novos?
Exatamente por ser o encerramento da minha carreira é que faço questão de estar em cima do palco. Não tem a ver com isso, o que acontece é que tenho um problema de saúde que não me permite continuar a cantar. Tenho fibrose pulmonar há nove anos e isso limita-me enquanto cantora. Não posso estar em cima de um palco a tossir, simplesmente não dá. Mas vou terminar com chave de ouro, com esta malta toda a cantar as minhas músicas no São Luiz.

[por Filipa Santos | fotografias de Francisco Levita/CML-ACL]

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Fonte: www.agendalx.pt/artigo/entrevista-dina#.Vug7Nbz4R15

Publicada a 15 de Março de 2016

 

DINA40ANOS - Retrato #13

Como quem se assoma aos concertos de 22 e 24 de Março de 2016 - Dinamite - Concertos de Homenagem à Dina, - vamos, em tons de esmeralda (simbolizando o 40º aniversário de canções de Dina), percorrer a discografia de Dina, em Retratos... Colectâneas (onde Dina está incluída).

 

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Colectâneas de Telenovelas 

» Vila Faia (RTP, 1982) 

● Aqui Estou [Áudio]

 

» Palavras Cruzadas (RTP, 1986)

● Em Segredo [Vídeo]

 

» Os Lobos (RTP, 1998)

● Aguarela de Junho [Vídeo]

● Vitorina


» Filha do Mar (TVI, 2001)

● Que É de Ti (tema do Salvador – Genérico) [Áudio]

● Lençóis de Vento (tema da Constança)

● Março Marçagão (tema da Xica – intérprete: Paula Duke) [Áudio]


» Sonhos Traídos (TVI, 2002)

● Dura de Roer 

● Deixar-se Ir 

● A Luz Que Eu Vi (intérprete: Lena d’Água) [Áudio]


» Olhos Nos Olhos (TVI, 2009)

O Teu Olhar Mentiu [Vídeo]

 

Colectâneas Temáticas (em actualização) 

» Cantares da Noite (Ovação, 2012) – Ai A Noite

» Dias da Vida (Ovação, 2012) – Dia Sim

» Grandes Vozes - Cantores Românticos (Ovação, 2012) – Depois de Mim

» Os Dias da Rádio (Farol 2009) – Guardado em Mim

» Tozé Brito: Vida, Canções e Amigos (Farol Música, 2007 - 2CDs) – Em Segredo (CD2, faixa 9)

» 30 Anos de Êxitos de Verão (Universal, 2003 - 2CDs) – Há Sempre Música Entre Nós (CD1, faixa 12)

» Vencedores do Festival da Canção: 1964-1993 (Movieplay, 2001) – Amor d'Água Fresca (CD2, faixa 14)

» Palco Das Canções (Ovação, 1998/2006) – Por Causa Do Teu Olhar

» 100 Grandes Vedetas Portuguesas (Selecções do Reader's Digest, 1997) – Há Sempre Música Entre Nós (Disco 2)

» As melhores baladas da música Portuguesa vol.2 (Polygram, 1993) – Guardado em Mim (Disco 2)

» 18 Anos Polygram (Polygram, 1992) – Há Sempre Música Entre Nós

» Música Portuguesa (Philips, 1990) – Em Segredo

» Na Rota do Sol - Os Maiores Êxitos da Europa Latina - Noites de Verão (Selecções do Reader's Digest, S/D - 8LPs) – Pássaro Doido (LP6, B1) Nota: Erradamente esta canção tem na capa o título de "Pássaro Louco"

» Na Rota do Sol - Os Maiores Êxitos da Europa Latina - Breve Encontro (Selecções do Reader's Digest, S/D - 8LPs) – Amar Sem Aviso (LP4, A2)

» 20 Canções de Tozé Brito (Polygram, S/D, 2LPs) – Em Segredo (Disco 1, A2)

» 20 Canções de Tozé Brito (Polygram, S/D, 2LPs) – Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim (Disco2, A2)

» Música Para Sonhar – 40 Canções de Amor/Títulos originais (Polygram, S/D - 2LPs) – Amar Sem Aviso (LP1, A9)

» Música Para Toda a Família – A Nova Geração da Música Portuguesa (Verbo Postal/Polygram, S/D) – Deixa Lá (LP3, B1)

 

DINA40ANOS - Retrato #12

Como quem se assoma aos concertos de 22 e 24 de Março de 2016 - Dinamite - Concertos Celebração de Dina, - vamos, em tons de esmeralda (simbolizando o 40º aniversário de canções de Dina), percorrer a discografia de Dina, em Retratos... Antologias.

 

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Guardado em Mim - Dina 

(CD; Vidisco, 1993/2015)

Ouvir excertos das canções

01. Voar Outra Vez (INÉDITO!)

02. Soa Bem (INÉDITO!)

03. Por Alto Mar

04. Aqui e Agora

05. Acordei o Vento

06. Guardado Em Mim

07. Desamparem-me a Loja

08. Isso é Que Era Bom

09  Retrato

10. Que Vamos Nós Fazer

11. Dinamite

12. Nem Mais

13. Há Sempre Música Entre Nós

 

 

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O Melhor de 2: Dina/Mário Mata 

 (CD duplo; Universal, 2001)

Ouvir excertos das canções

01. Há Sempre Música Entre Nós

02. Pássado Doido

03. Pérola, Rosa, verde, limão, Marfim

04. Aqui Estou

05. Retrato

06. Guardado Em Mim

07. Guarda-Chuva

08. Conta Comigo

09. Amar Sem Aviso

10. Desamparem-me a Loja

11. Deixa Lá

12. Dinamite

 

Nota: Este álbum foi reeditado pela Universal Music Portugal em 2013 com o mesmo alinhamento e com a capa indicada abaixo, mas desta feita não em versão física, mas só exclusivamente digital (nas plataformas de streaming), com o título Música Entre Nós:

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--- Temas:

01 e 05 - Lado A e B do single Há Sempre Música Entre Nós - 1981;

02 e 09 - Lado A e B do single Pássaro Doido - 1980;

03 e 08 - Lado B e A do single Conta Comigo - 1983;

04 - Lado A do single Vila Faia - 1982;

06 e 07 - Lado A e B do single Guardado Em Mim - 1980;

10 11 - Álbum Dinamite - 1982

12 - Lado A do single Dinamite - 1982. 

 

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Guardado em Mim (2002) - Dina 

(CD; Vidisco, 2002)

Ouvir excertos das canções

01. Voar Outra Vez

02. Por Alto Mar

03. Acordei o Vento

04. Retrato

05. Aqui e Agora

06. Soa Bem

07. Desamparem-me a Loja

08. Isso E Que Era Bom

09. Que Vamos Nos Fazer

10. Guardado Em Mim

11. Nem Mais

12. Peróla, Rosa, Verde, Limão, Marfim

13. Dinamite

14. Amor d'Água Fresca

15. Há Sempre Música Entre Nós

 

 

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Da Cor da Vida - Dina 

(CD; Farol Música, 2008)

Ouvir excertos das músicas 

01. Esta Manhã Em Lisboa (INÉDITO!)

02. Amor d'Água Fresca

03. Há Sempre Música Entre Nós

04. Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim

05. Que é de Ti

06. Acordei o Vento

07. Guardado Em Mim

08. De Manhã

09. Tafetá

10. Carregal do Sal

11. Por Causa do Teu Olhar

12. Faz-me Tua

13. O Teu Olhar Mentiu (INÉDITO!)

14. Que Vamos Nós Fazer

15. Amar Sem Aviso

16. Por Alto Mar

17. Voar Outra Vez

18. Aqui e Agora

19. Pássaro Doido

20. Dinamite

 

  

◊ Nem Mais [apontamentos biográficos] 

          + 

 Aqui Estou [vídeos e afins] 

» Para a Antologia de 1993, Guardado em Mim, Dina regravou vocalmente os temas clássicos apresentados, dando também uma nova roupagem/sonoridade a esses mesmos temas. Apresenta dois temas totalmente inéditos. Este CD é reeditado a 29 de Abril de 2015.

 

» Tanto o trabalho O Melhor de 2 (2001) como Música Entre Nós (2013) são uma compilação dos singles de Dina lançados entre 1980 e 1983, exepção feita para as faixas 10 e 11 que pertencem ao álbum Dinamite (1982).

 

» O Guardado em Mim de 2002 repesca, em relação à anterior Antologia homónima, dois novos clássicos: "Peróla, Rosa, Verde, Limão, Marfim" e  "Amor d'Água Fresca".

 

» A Antologia mais recente de Dina Da Cor da Vida (2008), apresenta dois temas totalmente inéditos, para além do "Que é de Ti", que é um dos maiores sucessos de Dina neste século XXI e que por primeira vez é editado em nome próprio (foi editado no CD da Banda Sonora da telenovela da TVI Filha do Mar).

 

» Dina actua a 17 de Março de 2006 na segunda edição do espectáculo  comemorativo dos 25 anos do Febre de Sábado, de Júlio Isidro, que teve como palco o Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos . A receita do espetáculo – lotadíssimo! - reverteu, integralmente, a favor da “Casa do Caminho” e do núcleo de Matosinhos da Associação Portuguesa de Paramiloidose.

 

» O tema inédito de 1993 "Voar outra Vez" Dina interpreta-o ao vivo num concerto no Auditório Municipal de Vila do Conde, a 15 de Outubro de 2010, ladeada pelo Miguel Castro e Isabel Rato:

 

» O tema inédito de 2008 "Esta Manhã em Lisboa" no concerto de Vila do Conde referenciado acima:

 

» ... E a promover o tema na SIC (2008):

 

» O outro tema inédito de 2008 "O Teu Olhar Mentiu", que integrou a Banda Sonora da telenovela Olhos Nos Olhos (TVI, 2009), interpretado ao vivo no showcase na FNAC de Alfragide em Outubro de 2008:

 

» Anúncio publicitário da Antologia Da Cor da Vida:

 

» Dina comemora os seus 30 anos de carreira com um concerto no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, no dia 26 de Setembro de 2009:

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Guardado em Mim [entrevistas] 

» O lançamento do trabalho Da Cor da Vida é notícia na SIC:

 

» Aquando de um concerto em Santarém (2009), a TV4 do Ribatejo decidiu entrevistar a Dina:

 

» Em 2009 Dina participa no programa Há Conversa (RTP Memória), numa entrevista dirigida pelo Eládio Climaco, onde fluem recordações desde a infância, em Carregal do Sal, até o trabalho de promoção/concertos do recém nascido A Cor da Vida (2008), passando pelas participações nos Festivais da RTP. Destaque para a vontade de fazer um trabalho de inéditos, do qual existe repertório concluído.

 

» Factor Lisboa TV entrevista a Dina (Setembro 2010):

 

DINA40ANOS - Retrato #11

Como quem se assoma aos concertos de 22 e 24 de Março de 2016 - Dinamite - Concertos Celebração de Dina, - vamos, em tons de esmeralda (simbolizando o 40º aniversário de canções de Dina), percorrer a discografia de Dina, em Retratos... Sentidos.

 

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Sentidos - Dina 

(CD; Ovação, 1997)

Ouvir excertos das músicas

01. Tafetá

02. De Manhã

03. Depois de Mim

04. Ai a Noite

05. Faz-me Tua

06. Vitorina

07. Por Causa do eu Olhar

08. Carregal do Sal

09. Dia Sim

10. Depois Não Digas

11. Arquitecto

 

Nota: A 03 de Agosto de 2013 é distribuído com o jornal Correio da Manhã, na colecção Vozes do Coração, uma reedição deste álbum, acompanhado de um pequeno livro com uma biografia de Dina, com a seguinte capa:

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 Nem Mais [apontamentos biográficos] 

        + 

◊ Aqui Estou [vídeos e afins] 

 

» "Tafetá", em promoção na SIC em 1997, por altura do lançamento do álbum Sentidos, onde as primeiras dez canções têm Letra de Rosa Lobato de Faria:

» "Tafetá", a música que abre o álbum, aqui ao vivo na FNAC do Colombo em Outubro de 2009:

 

» "Ai A Noite" Esta canção com música de Dina e letra de Rosa Lobato de Faria participou no Festival da Canção 1996, na voz de Elaisa (vídeo). Obteve entre 10 concorrentes o 6º lugar, com 49 pontos. No CD conta com a participação especial, nos coros, de Adelaide Ferreira e Lara Li, que participam igualmente nos coros do tema "Tafetá":

 

» "Por Causa do Teu Olhar" - Ao vivo na FNAC do Colombo:

 

» "Carregal do Sal": Uma Ode à terra natal de Dina. Actuação na SIC, em Outubro de 2009, ladeada pelo Miguel Castro:

 

» Em 1993 Dina faz o genérico da telenovela Telhados de Vidro (TVI), primeira telenovela feita em Portugal pelo canal, com Letra de Rosa Lobato de Faria:

 

» Em 1995 Dina apresenta um pot-pourri no programa Parabéns (RTP1), antecedido por uma pequena entrevista, de cinco (5) canções ("Há Sempre Música Entre Nós", "Acordei o Vento", "A Côr da Vida", "Que Vamos Nós Fazer" e "Amor d'Água Fresca"), acompanhada de uma magnífica orquestra:

 

» Foi igualmente em 1995 que Dina comemorou os seus quinze anos de carreira com um concerto no Teatro da Trindade, onde passou em revista os grandes êxitos do seu currículo, com a presença de bailarinos clássicos em palco, assim como de dois músicos do Quarteto Scherzo Ensemble, nomeadamente o violoncelista Luís Sá Pessoa e a pianista Mercedes Cabanach.

 

» Tal como acontece com os seus pares masculinos compositores, que optam por associar-se, musicalmente falando, a um partido político e/ou clube de futebol e/ou afins, Dina, como compositora e empreendedora, opta por fazer em 1995 os hinos para o CDS-PP e a Juventude Popular (este último por encomenda do Partido). Por vezes a fartura dá em fome e este partido, ao que parece, abriu mão dos hinos... Aqui, como também lá fora acontece, é mais fácil e rentável escolher como hinos políticos (de campanhas e não só) os hits mundiais do momento - sejam de Bandas Sonoras de filmes com sucesso de bilheteira ou músicas que estejam no topo dos tops simplesmente, - isto é, apropriar-se das ditas músicas, sem nem sequer dar conhecimento aos próprios autores e intérpretes, quanto mais ter autorização destes para ilustrar discursos ideológicos alheios, neste caso políticos. Ficam aqui os dois hinos "neutros" (por não constar qualquer referência política na letra) compostos e interpretados por Dina, com a colaboração na Letra da Rosa Lobato de Faria:

 

 

  

» É conhecido de todos o activismo social de Dina, apoiante de causa justas pelas quais dá a cara e a voz... E doou, em 1994, a Xiana (uma retriever do labrador) ao Grupo Operacional Cinotécnico do Corpo de Intervenção (GOC/CI) da PSP, sendo que um dos seus filhotes, o Pilão, é especialista em operações de busca e salvamento e participou em missões na Turquia, na Argélia e no Irão. Ficamos aqui com algumas das causas que a Dina abraçou (Pirilampos Mágicos de 1994 e 1995 e a I Grande Noite Contra a Leucemia - 27 de Fevereiro de 2010, no Parque de Feiras e Exposições de Beja, acompanhada pelo Miguel Castro:

 

 

 

» Em 1998 Dina integra a Banda Sonora da telenovela Os Lobos (RTP1), com os temas "Aguarela de Junho" e "Vitorina" (este último tema fez parte do CD Sentidos. Ficamos aqui com uma apresentação ao vivo de "Aguarela de Junho" (Letra da Rosa Lobato de Faria) no programa Dá-me Música (RTP1), em 2009, onde Dina está acompanhada do Miguel Castro e restante Banda:

 

Guardado em Mim [entrevistas] 

» Retrospectiva da carreira de Dina no programa Brandos Costumes.

 

Deixa Lá [ligações externas] 

» Festival da Canção 1996

 

DINA40ANOS - Retrato #10

Como quem se assoma aos concertos de 22 e 24 de Março de 2016 - Dinamite - Concertos Celebração de Dina, - vamos, em tons de esmeralda (simbolizando o 40º aniversário de canções de Dina), percorrer a discografia de Dina, em Retratos... Amor d'Água Fresca.

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Amor d'Água Fresca - Dina 

(CD Single; UPAV, 1992)

01. Amor d'Água Fresca (versão original)

02. Fresh Water Love (versão em inglês)

03. Amour d'Eau Fraîche (versão em francês)

04. Amor de Agua Fresca (versão em castelhano)

 

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Amor d'Água Fresca - Dina 

(Single promocional, vinil ; UPAV, 1992)

Lado A: Amor d'Água Fresca

Lado B: Aqui, Agora e Sempre

 

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  Amor d'Água Fresca - Dina 

(mini-cassete; UPAV, 1992)

Lado 1:

 - Amor d'Água Fresca

 - A Côr da Vida, Acorda Vida

 - Suco Açúcar

Lado 2:

 - Aqui, Agora e Sempre

 - Acordei o Vento

 

 Nem Mais [apontamentos biográficos] 

» Como forma de relançar a sua carreira, Dina decide concorrer ao Festival RTP da Canção, pela terceira vez, com uma letra da autoria de Rosa Lobato de Faria - nascia assim o "Amor d'Água Fresca". - Para tal, sujeita-se a uma semifinal, onde a canção acaba por ser apurada para a final, que se realizou a 07 de Março no Teatro São Luiz, em Lisboa. Chegou e venceu. Dina sagra-se vencedora com 230 pontos, mais 60 pontos que a canção classificada em segundo lugar. Está carimbado assim o Passaporte para Dina representar as cores nacionais no Eurovision Song Contest (ESC/Eurofestival), que neste ano se realizaria em Malmö, na Suécia.

» "Amor d'Água Fresca" apresenta um cunho de originalidade, acrescentado um novo vocabulário ao frequente tema do Amor nas canções, recorrendo, metaforicamente, a frutas. Uma canção com jogo de palavras e sonoridades que despertam aromas e paladares de abrir o apetite.

» "Amor d'Água Fresca" foi das canções, que participaram no ESC, gravadas promocionalmente com mais versões linguísticas: Castelhana, francesa, inglesa, para além da portuguesa.

» Foi a canção/ano com maior promoção até então, quer nacional, com o videoclip a "bombar" diariamente na RTP1, em prime-time, após o telejornal das 20h00, quer internacional, com a Dina a distribuir pessoalmente material promocional pelas delegações dos outros paises. O dito material foi feito maioritariamente por amigos da Dina.

»  Para não destoar da tradição de Portugal no Eurofestival, nem com fruta fresca a vitória aconteceu este ano de 1992. Portugal, entre 23 concorrentes, ficou-se pela 17ª posição, com 26 pontos oriundos dos seguintes júris: Israel (8 pontos), Grécia (2), Finlândia (2), Itália (1), Jugoslávia [território ocupado pela actual Sérvia e Montenegro, em conjunto] (5) e Alemanha (8).

 

Aqui Estou [vídeos e afins]  

» Dina com toda a frescura apresenta a sua canção, na semifinal de apuramento para o Festival da Canção:

 

» Dina completamente solta, completamente livre na final do Festival RTP da Canção:

 

»  Rosa Lobato de Faria (autora da letra) e Dina (autora da música e intérprete da canção) permaneciam serenas durante a votação:

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» mítico videoclip do "Amor d'Água Fresca", que alegrava os serões de então, onde Dina aparece caracterizada à Carmen Miranda, contava com a colaboração dos modelos Sofia Aparício e Ricardo Carriço:

 

» O mesmo videoclip, mas agora com a versão em língua inglesa do tema - "Fresh Water Love" (letra deveras muito interessante!!):

 

» A terceira versão do videoclip, agora em língua francesa - L'Amour d'Eau Fraîche (letra):

 

» Finalmente, a nível promocional foi feita uma derradeira versão, desta feita em língua castelhana - Amor De Agua Fresca (letra):

 

» Dina a 09 de Maio de 1992 defende a sua canção e País no 37º Eurovision Song Contest (Eurofestival), em Malmö, na Suécia, subindo ao palco na 8ª posição com profissionalismo, boa disposição, garra, irradiando joviabilidade, assim como boas vibrações e cumplicidade com o espectador durante a sua actuação, de guitarra em riste e voz colocada, num evento transmitido para vários paises europeus:

 

» Mas antes da finalíssima, houve ensaios. Eis o primeiro:

 

» O 2º ensaio em Malmö teve a curiosidade de uma apresentação bilingue da canção (português/inglês):

 

» ... E também houve momentos de boa disposição e descontracção como este, antes da grande noite, onde, com um leve toque de loucura, Dina faz jus ao célebre ditado português "quem não tem cesto-com-frutas caça com jarro-com-flores" (Hummmm, parece-me que não é bem assim, mas está bem, está...):

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» A titulo de curiosidade, fica aqui o resumo das 23 canções participantes no ESC92, por ordem de apresentação:

 

» Circularam outras capas discográficas (oficias) de promoção desta canção, como por exemplo esta.

» Chegou o momento de fazer uma curta pausa para publicidade, com Luso de Fruta Fresca (versão de e com a Dina):

» Aquando o evento Noite das Estrelas - 45 Anos de Festival da Canção, a 23 de Novembro de 2009 no Teatro Tivoli (a receita de bilheteira revertia a favor da Casa do Artista), Sebastião Sousa entrega uma recordação da efeméride à Dina, após esta ter recordado a canção que venceu o mesmo festival em 1992 (mais fotos):

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» A 15 de Maio de 2010 Dina é a convidada de honra da 2ª edição do Festival Alternativo da Canção (ideia e organização do radialista Fernando Alvim), onde, para além de integrar o júri de apreciação das 12 canções concorrentes, interpreta o imortal "Amor d'Água Fresca" (mais fotos):

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» No ano em que o canal de televisão SIC nasceu, ouvia-se uma canção com futuro... Sim, a tal da fruta(!) (neste vídeo fica revelado onde se situa a cesta a que se refere a letra da canção):

 

» No Festival RTP da Canção 2010, sentido Tributo à Escritora (em várias categorias) e Actriz Rosa Lobato de Faria, letrista de várias músicas de Dina, falecida a 02 de Fevereiro desse mesmo ano, vítima de uma anemia, aos 77 anos (no vídeo, as quatro (4) canções que a Rosa escreveu que arrecadaram a vitória no Festival da Canção):

 

» Recordar Rosa Lobato de Faria, com vários convidados, entre os quais Dina, que interpretou ao vivo algumas das canções com letra da Rosa.

 

Deixa Lá [ligações externas] 

» Festival da Canção 1992

» Um olhar do Festival RTP da Canção 1992

» Crónicas do Festival e Eurofestival 1992

» Dina e o Festival Eurovisão 92 (TV7Dias).

» Um olhar espanhol sobre o "Amor d'Água Fresca" no ESC 

» Tablatura da canção "Amor d'Água Fresca"

» "Mural" dedicado à Dina