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zonaDINAmica

Clube Oficial de Fãs da Cantora e Compositora Dina.

25 anos de Amor d'Água Fresca (I)

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Na tentativa de relançar a sua carreira (o seu álbum Aqui e Agora ficou aquém das suas espectativas), Dina decide participar no Festival RTP da Canção de 1992. Para tal, tem de sujeitar-se ao crivo de uma semifinal. Assim sendo, Dina participa na 2ª semifinal de apuramento ao Festival da Canção, que aconteceu a 19 de Janeiro no programa 'Entretenimento Total', apresentado por Júlio Isidro, com a canção Amor d'Água Fresca (música de Dina e letra de Rosa Lobato de Faria). Venceu a mesma com 40 pontos (mais 10 do que a segunda classificada), obtendo assim a classificação para a final.

Recordamos aqui essa participação que apurou Dina para o Festival RTP da Canção de 1992:

 

Dina e a Filantropia

Há quem tenha um coração maior que o Mundo. E Dina tem um coração assim: Não consegue dizer 'não' a um convite para um Bem Maior e não consegue deixar de fazer um gesto Maior quando sente esse ímpeto. Dina é uma abraçadora e causadora de Causas. Ficam aqui alguns exemplos desse altruísmo, de que existem registos na internet.

 

»» I Grande Noite Contra Leucemia

» 27 de Fevereiro de 2010

Dina faz parte de um painel de artistas convidados para um concerto que visava angariar fundos para a Associação Portuguesa Contra a Leucemia. Fica um vídeo com a primeira parte dessa participação (acompanhada de Miguel Castro):

 

»» "Quatro Patas de Prontidão"

» 11 de Junho de 2004

É este o título de uma notícia do Correio da Manhã, na data indicada, e fala dos cães do Grupo Operacional Cinotécnico do Corpo de Intervenção da PSP - estes cães são destinados a patrulhamento e ordem pública e  outros especializados na busca de explosivos, estupefacientes e busca e salvamento. - A certa altura do artigo há um destaque: "Este é o canil da ‘Xiana’, uma ‘retriever do labrador’, que, há dez anos [1994], foi oferecida ao Grupo pela cantora Dina. Ainda continua no activo e das várias ninhadas que já teve ficámos com quatro filhos. De entre eles destaca-se o ‘Pilão’, que é especialista em operações de busca e salvamento e participou em missões na Turquia, na Argélia e no Irão".

 

»» Evocação da Poesia de Rosa Lobato de Faria

» 21 de Março de 2010

Iniciativa da Junta de Freguesia dos Prazeres (Lisboa) que, para celebrar o Dia Mundial da Poesia, decide homenagiar a poetisa falecida a 02 de Fevereiro desse ano: Rosa Lobato de Faria. Dina não poderia faltar a dita homenagem, cantando as letras que a sua amiga Rosinha lhe escreveu: Ninguém mais escreverá letras para as suas canções com a "facilidade" que a distinguia pois as palavras pareciam estar à espera, como se tivessem estado sempre ali, dentro das melodias

dina_21Março2010_Homenagem RosaLobatodeFaria1a.jp

 

»» Dina contribui com a sua presença e voz em músicas de cariz solidário:

» Pirilampo Mágico 1994

 

» Pirilampo Mágico 1995:

 

» Racismo Não (1996). A venda deste CD reverteu a favor da AMI (Assistência Médica Internacional). 

» Novo Amanhã (1996), do projecto Correr Contra a Sida

 

»» Dina também marcou presença em natais do hospital, assim como em outras iniciativas da televisão e da rádio (participa na canção de Natal da Rádio Renascença (1993), que é uma adaptação para português do clássico "White Christmas" - "Eu penso no Natal branco,/ Com crianças que riem brincando,/ Oiço cantando uma canção feliz"...).

dina_natal hospitais94a1.jpgDina no Natal dos Hospitais 1994 (RTP), interpretando "Por Alto Mar"

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Dina no Natal dos Hospitais 1997 (RTP), interpretando "Tafetá"

 

 

Rescaldo DINAMITE no Vodafone Mexefest (act.)

DINAMITE_1.jpgFoto: julia.pt

 

O balanço da participação de DINAMITE no Vodafone Mexefest foi bastante positivo:

 

"Terminámos com Dinamite, um espectáculo muito animado de homenagem à compositora e intérprete Dina onde não faltaram vozes femininas bem conhecidas do público português como Ana Bacalhau, Da Chick e Márcia. No fim o público do Tivoli BBVA juntou-se à festa com a música “Amor de Água Fresca”. Um concerto a que não faltou nem a boa disposição nem a própria Dina, que celebra 40 anos de carreira"

julia.pt

DINAMITE_2.jpgFoto: julia.pt 

 

"Em palco, artistas como Márcia, Alex D’ Alva Teixeira ou Ana Bacalhau não se cansaram de destacar a riqueza e diversidade das suas composições [de Dina], razão para que, neste espetáculo idealizado por Gonçalo Tocha, tenham cabido participantes também eles tão distintos, argumentou a cantora dos Deolinda. (...) Por fim em palco com todos os membros deste tributo – incluindo com a Banda Dinamite, o quarteto reunido para o efeito – Dina mostrou-se grata por uma homenagem que parece tê-la surpreendido e emocionado com igual intensidade. «Dinamite», a canção, novamente interpretada em espírito comunal, foi o pretexto ideal para todos os abraços que deu e recebeu no adeus"

Blitz (inclui reportagem fotográfica)

 

"No mesmo local [Teatro Tivoli BBVA] onde na sexta-feira se viveu um dos momentos mais animados da primeira noite, com o espetáculo Dinamite, que juntou nomes como Ana Bacalhau (Deolinda), Mitó (A Naifa), Márcia, Da Chick, B Fachada, D"Alva, Tochapestana ou Best Youth à volta da música de Dina. A plateia, bastante composta mas não esgotada, cantou e dançou do princípio ao fim, numa mais que merecida homenagem a uma das mais talentosas (e injustiçadas) compositoras do pop-rock nacional"

DN

 

"O Tivoli estava a receber com curiosidade Dinamite, uma homenagem à cantora Dina, que estava presente e até se juntou à festa no fim. Para dar voz às canções da Dina juntaram-se artistas de hoje que iam alternando por vezes a solo, dois a dois ou em conjunto, com ou sem banda. Ana Bacalhau, Márcia. D'Alva, Best Youth e Mitó, entre outros deram um concerto muito animado, com direito a pessoas em pé a aplaudirem vários temas. Ouviu-se o álbum integral Dinamite mas não só, num espetáculo cheio de cumplicidade, alegria, talento e cor"

Destak

 

 

"No teatro Tivoli BBVA Dinamite trazia uma panóplia de (bons) artistas nacionais em jeito de celebração da carreira de Dina. Afinal, e como os dois concertos especiais que antecederam o Mexefest comprovaram, a trajetória de Dina não parou no “Peguei, trinquei e meti-te na cesta”"

musicfest

 

"Um dos concertos mais emblemáticos da noite aconteceu no Tivoli com o projeto Dinamite, homenagem à arte musical de Dina, presente e assim celebrada por grandes nomes da atualidade musical e de géneros diferentes. Nas palavras de Ana Bacalhau, uma das artistas envolvidas, só uma obra de arte como a de Dina seria possível juntar num projeto tantos artistas, tão diferentes nas suas construções musicais e com tanto prazer a subir ao palco, cantar e inovar, os sons que nos são tão familiares da década de 80. A alegria de todos e a sintonia no jogo de vozes e interpretação valeu um espetáculo memorável, com sala cheia e público alegre e envolvido"

-  Canela & Hortelã (inclui reportagem fotográfica)

 

VIDEO: Momentos musicais para (re)viver (colocar o ponteiro do rato sobre a imagem para o video "arrancar"): Desamparem-me a Loja, Há Sempre Música Entre Nós, Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim e Dinamite (com Dina!).

 

 

 

A música de Dina é de facto intemporal e intemporal foi também este concerto DINAMITE III (venham mais!), com todas e todos aqueles que acordaram a voz e os instrumentos: Ana Bacalhau, B FachadaBest Youth, Da Chick, D´Alva, MárciaMitó, TochaPestana e Manuel Dordio, David Santos, David Pires e João Gil,do quarteto fantástico da banda DINAMITE. Prova superada!

dina_dinamite III_25Nov2016.jpg

Dina à conversa com o Expresso + DINAMITE III

A pretexto de mais um concerto Dinamite - Concerto Celebração da Vida e Obra de Dina, já no dia 25 de Novembro no Festival Vodafone Mexefest, Dina conversa com Bernardo Mendonça, n'A Beleza das Pequenas Coisas (Expresso online). O Teatro Tivoli BBVA será o palco, às 22h40, onde se replicará a homenagem à compositora, instrumentista e cantora Dina, e onde contaremos e cantaremos com Ana Bacalhau (Voz), B Fachada (Voz e Viola Braguesa), Best Youth (Voz e Guitarra), Da Chick (Voz), D´Alva (Voz e Guitarra e Programações), Márcia (Voz), Mitó (Voz) e TochaPestana (Voz, Guitarra e Programações). Um momento imperdível!

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Rescaldo do São Luiz, pelo SAPO

» Hoje, 24 de Março, Dina estará no Teatro Rivoli no Porto pelas 21h30, com o projecto DINAMITE, onde uma nova geração da Música Portuguesa (David Santos,Maria Antónia ( Mitó), Manuel Dordio, Márcia Santos,Samuel Úria, João Pinheiro, Ana Bacalhau, João Gil, TOCHAPESTANA, D'alva, Best Youth, DA CHICK e B Fachada) dará eco às canções de Dina.

Recordamos através de fotos e textos a Festa DINAMITE no São Luiz, que foi no dia 22.

» Uma pequena entrevista à Dina antes do mesmo concerto (pelo SAPO): 

 

» Concertos de homenagem à Dina (destaque do SAPO)

» Destaque dos Concertos DINAMITE, pelo SAPO (despedida dos palcos)

» Destaque do concerto no São Luiz, pelo SAPO (Um adeus...)

 

Bem-Haja, SAPO, pela belíssima cobertura! 

 

Dina. O fim da carreira e as historias de uma vida (Entrev. 'Observador')

É o final da carreira da cantora, a 22 e 24 de março. A despedida, em Lisboa e no Porto, terá outros artistas a reinterpretar as canções de Dina, que recorda ao Observador momentos chave da sua vida.

Por: Pedro Paulos (17 de Março de 2016)

 

A lista de convidados é generosa: Ana Bacalhau, B Fachada, Best Youth, D’alva, Da Chick, Márcia, Mitó, Samuel Úria e os Tochapestana. Vão todos estar no Teatro S. Luiz em Lisboa, no dia 22, e no Teatro Municipal Rivoli no Porto, a 24 de março. Serão concertos especiais e vão assinalar a despedida de Dina, uma celebração da carreira da cantora e compositora com as vozes de outros músicos e canções de todos os seus discos – sobretudo do primeiro, “Dinamite”, de 1982, que será interpretado na íntegra.

Os concertos são ideia de Gonçalo Tocha (Tochapestana), que queria homenagear a cantora. Há muito que o músico conhecia “gente que gosta da Dina”. “Devolver a obra dela às gerações mais novas” foi a ideia que o cativou e que também entusiasmou a cantora. “Para já, todos eles sabem perfeitamente quem eu sou. Todos eles conhecem muito do meu trabalho. Uns uma parte, outros outra, mas têm carinho pelo que fiz”, confessou-nos Dina. Toda uma geração mais nova de músicos pop une-se para o adeus a uma das grandes cantoras do “país dos estigmas”, como ela o classifica. São esses estigmas que, para Dina, explicam o desconhecimento geral em relação ao seu trabalho, cujo destaque incidiu sempre em uma ou duas canções. “As pessoas pensam que há só o ‘Há Sempre Música Entre Nós’ e a música da fruta (‘Amor de Água Fresca’). Mas há mais.”

Já há algum tempo que a cantora tem andado afastada das canções e dos palcos. Em conversa com o Observador, contou-nos o motivo desse desaparecimento: “Tenho fibrose pulmonar há 9 anos, uma doença irreversível. [por causa da doença] Já não tenho capacidade pulmonar para suster uma nota. Canto uma canção e fico muito cansada.” É por isso que “estes concertos servem para dizer um ‘xau’ aos palcos. Não perdi a capacidade de compor mas a de cantar, essa perdi-a. Apesar do aparelho vocal estar bestial, o mesmo não se pode dizer do meu sistema respiratório.” Acrescenta ainda que ficou “aquém” do que tinha imaginado, que podiam “ter acontecido muito mais coisas” com o percurso que construiu. “Algumas coisas não aconteceram por minha culpa, mas noutras não tive culpa nenhuma”, diz.

Quinteto Angola

Depois do 25 de abril e em pleno processo de descolonização, chegaram a Carregal do Sal, onde Dina vivia (e onde nasceu, a 18 de junho de 1956), alguns grupos de retornados, vindos de Angola ou Moçambique. Dina, que nunca largava a guitarra e a levava todos os dias para a escola, acabou por conhecer os colegas com os quais viria a tocar, os mesmos que tinham chegado de África: “Já tocavam todos juntos em Angola. Tocavam música instrumental e música africana.” Foi o primeiro contacto de Dina com essas sonoridades. Ficou deslumbrada, “fascinada com aquele ritmo, com aquela coisa toda”, recorda.

Foi preciso pouco tempo até a banda perceber que precisava dela. “Eles precisavam de alguém que fizesse um equilíbrio para aquilo não ser só música africana, sobretudo por ser em Carregal do Sal.” Não se tratava de uma questão de preconceito, diz, era antes uma decisão de mercado: “Juntaram-me e acrescentaram música pop ao reportório porque era preciso conquistar mais público. Não era comum na altura mas eu e mais cinco homens fizemos espetáculos desde Vilar Formoso até Coimbra. Era uma novidade.” De tal maneira assim era que, muitas vezes, quem estava em frente ao palco observava admirado para o que se passava, sem prestar atenção à música: “Muitas vezes pegava na guitarra e as pessoas não dançavam, ficavam a olhar. Era uma coisa estranha para uma rapariga de 18 ou 19 anos nos anos 70 andar a fazer mini-digressões por terras da Beira Alta.” Havia dificuldades e incerteza mas também havia “fascínio”. “Éramos muito miúdos, muito mais inseguros, muito mais tudo, mas eram 500 escudos por concerto, para quem estava em casa dos papás aquilo era fantástico.”

Primeira oportunidade

Sozinha, já fora do Quinteto com o qual tocara, foi em 1975 ou 1976 — já não se recorda ao certo da data — ao programa “Nicolau no País das Maravilhas”, o mesmo que apresentava a rubrica “Sr. Feliz e Sr. Contente” de Nicolau Breyner e Herman José, e onde havia um espaço que dava uma oportunidade aos mais novos. Na altura era bem jovem e ainda morava em Carregal do Sal. Apresentou-se na televisão com um tema original. Como na altura ainda não conhecia nenhum letrista, a letra escolhida foi a de um poema de António Gedeão. Mário Castrim (jornalista e crítico, que morreu em 2002) viu este programa e fez uma crítica destrutiva do mesmo. Dina recorda esse momento: “Arrasava com o programa mas tinha uma ressalva: quem tinha de facto brilhado tinha sido uma jovem, de seu nome Ondina Veloso.”“Forma de Inocência” é o nome do poema de Gedeão que Dina cantou nestes seus primeiros minutos de fama:

Hei-de morrer inocente
exactamente
como nasci.
Sem nunca ter descoberto
o que há de falso ou de certo
no que vi.
Entre mim e a Evidência
paira uma névoa cinzenta.
Uma forma de inocência,
que apoquenta.
Mais que apoquenta:
enregela
como um gume
vertical.
E uma espécie de ciúme
de não poder ver igual.

Segunda oportunidade

Dina não quis enviar cassete para nenhuma editora. Não foi capricho nem mania, foi simplesmente o medo que a tal cassete ficasse esquecida em alguma gaveta. Conseguiu marcar uma reunião na Polygram, onde foi recebida por Tozé Brito. “Foi muito surpreendente quando ela apareceu, porque não foi como se ela viesse do mesmo local das outras pessoas. Ela não vinha de Lisboa e ninguém a tinha ouvido cantar. Vinha do Norte, de Carregal do Sal, nervosa mas a tocar e a cantar muito bem, a mostrar canções que ela própria escrevia e que de imediato me impressionaram”, contou-nos o antigo editor discográfico.

 

Dina apareceu de guitarra às costas, cumprindo todos os estereótipos de quem procura convencer alguém com cantigas. Cantou-lhes versões em inglês de músicas que viriam a formar o seu disco de estreia, com letras novas em português. Na altura conversou com a cantora sobre a sua prestação: “Fogo, cantas muito bem. Esta música é muito bonita”. Impressionou-o bastante, conta Tozé Brito: “A Dina foi daqueles casos de amor à primeira vista”. Arrebatou o A&R da editora e as outras pessoas que lá trabalhavam, que espreitavam pela porta. Tozé Brito percebeu rapidamente que havia talento nas canções de Dina: “Quando ela começou a tocar fiquei admirado, gostei imediatamente da voz dela, muito. Ela tinha, e ainda tem, uma voz lindíssima. Cantava bem, interpretava bem e, ainda por cima, compunha as próprias canções. Tinha tudo para dar certo.” Tanto que, se bem se recorda, ficou tudo decidido naquela reunião: “Logo quando a ouvi disse-lhe: ‘Dina, vamos em frente. Queremos assinar contrato. Queremos-te cá connosco’.”

O Primeiro Festival

A primeira participação de Dina no Festival da Canção aconteceu ainda antes de ter lançado qualquer disco. Foi com uma gravação que nunca chegou a editar — feita com Jorge Palma ao piano e Ramón Galarza na bateria — que se apresentou, conseguindo a aprovação do júri para participar no festival. A música era “Guardado em Mim”, uma das que tinha mostrado a Tozé Brito mas desta vez numa outra versão, já em português. Recorda-se dos elogios de pessoas como Simone de Oliveira: “’Esta miúda canta, tem uma voz fabulosa’, disse ela”. Começou com alguma inocência, mas nesse ano de 1980, apesar de não ter conquistado o primeiro lugar, recebeu o Prémio Revelação, que era habitualmente entregue pela crítica.

 

Dinamite

O passo decisivo em direção a um caminho mais adulto surgiu pouco depois. “Dinamite” foi o título escolhido para o primeiro disco de Dina e, também, o único a ser tocado na totalidade nestes concertos de despedida que passam pelo São Luiz e pelo Rivoli. Lançado em 1982, tinha como single a música “Pássaro Doido”. Esta música, com um andamento diferente das que até aí lhe estavam associadas, era “mais a abrir” — palavras da própria Dina, que coloca o tema entre géneros como o disco e o funk.

[o primeiro single de “Dinamite”, “Pássaro Doido”]

 

As coisas boas sucediam-se, depois do sucesso do Festival da Canção, do disco e de uma digressão com as Doce. Tudo estava a acontecer mas sentia-se abandonada, talvez por ser mais “auto suficiente”. “Supostamente era aqui que tudo ia começar”, conta, mas a editora inscreveu três temas deste disco no Festival da Canção, duas foram aprovadas: “Gosto do teu Gosto” e “Em Segredo”. “Ignorância da minha parte. A partir do momento em que me inscreveram, à minha revelia, ficou a parecer que o ‘Dinamite’ tinha apenas a ‘Gosto do teu Gosto’. A verdade é que as restantes músicas do disco são melhores e até surpreendentes.” “Podia ter atingido um mercado que na altura pretendia e não me ter dispersado tanto”, confessa-nos. Apesar disso, para Tozé Brito é “um belíssimo álbum, muito actual. A Polygram, que hoje em dia é a Universal, poderia e deveria reeditá-lo — sobretudo nesta altura em que Dina irá ser, de forma merecida, homenageada.”

dinamite

A capa do álbum “Dinamite”, de 1982

Quando as nuvens choraram

Um ano depois de ter colocado um primeiro álbum nas lojas, Dina lançou um dos seus singles de maior sucesso: “Pérola Rosa Verde Limão Marfim” em 1983 e depois desapareceu: “Apaixonei-me e tive uma filha. Fui deixando as coisas acontecerem.” Apesar de ter dado concertos, acabou por deixar um pouco de parte o showbiz. Entre 1983 e 1991 não lançou nenhum disco. Ainda assim, continuou sempre a compor e a trabalhar com outros músicos.

[veja a participação de Dina no “Tal Canal” e a interpretação de “Pérola Rosa Verde Limão Marfim”]

 

Um dos casos mais marcantes foi o dueto com Carlos Paião no tema “Quando as Nuvens Chorarem”. “O Carlos estava a preparar o álbum dele. Era uma pessoa muito querida. Compôs para muita gente, era engraçado e escrevia muito bem.” O disco em questão era “Intervalo”, que acabaria por ser o último do músico, editado em 1988, depois da morte de Paião, em Agosto. Dina recorda, emocionada: “Nunca mais me esqueci que ele morreu no dia do incêndio do Chiado. Foi um dia tenebroso. Cheguei a casa, tinha ido não sei onde, e o meu irmão mais velho estava lá. Disse-me: ‘Dina, aconteceu aqui uma coisa’. E eu, assustada: ‘Mas o que é?’ — já estava o incêndio a acontecer — ‘Morreu o Carlos Paião’. Ele conta-me aquilo e foi um choque. Ele teve cuidado a contar, mas não é o tipo de notícia que esperamos. Sobretudo tendo ele aquela idade, é muito injusto. Foi muito injusto.”

O álbum acabaria por só ser lançado após a trágica morte do artista. A música em que faz dueto com Carlos Paião foi usada como single do álbum póstumo. “A canção ficou marcada pelo inevitável peso da tragédia”, explica-nos a cantora. “É uma balada e tornou-se um tema ainda mais melancólico. É muito pesada, muito bonita”.

[recorde o dueto de Carlos Paião com Dina]

 

Peguei, trinquei e meti-te na cesta

De regresso aos discos, em 1991, acabou por lançar, já noutra editora, o álbum “Aqui e agora”. Um novo registo que foi, a seu ver, “menosprezado e ignorado pelos meios de comunicação”. “Tem canções óptimas mas não aconteceu assim grande coisa”, lembra. Frustrada com a receptividade ao novo disco, decide voltar a participar no Festival da Canção de 1992, 10 anos depois depois de prometer a si mesma que não o voltaria a fazer. “Em 1982 não queria ir e foi à minha revelia que as canções apareceram no festival”, diz-nos hoje, ainda desapontada com a decisão da editora. Mesmo assim, uma década mais tarde, decidiu participar e mostrar quem era. “Ainda havia interesse dos media [no Festival da Canção], que era o que me interessava também.” Assumiu um único objectivo: “Vou fazer uma canção para ganhar.”

Já conhecia Rosa Lobato Faria, “que fez aquele belo cocktail que cantei. Queria ganhar, desta vez é que tinha de ser. E foi”. O provérbio esteve certo e à terceira vez Dina foi a vencedora com “Amor De Água Fresca”, a canção mais popular de toda a carreira da cantora. “A diferença foi tal na pontuação, que nunca tive ninguém no meu encalce” — a cantora tinha conseguido cumprir o seu objectivo. E como encontrou Dina a chave para vencer, naquele ano, o Festival da Canção? “Andei a trabalhar numa fórmula de canção que fosse fácil de entrar no ouvido. Debrucei-me sobre isso, tentei criar um refrão forte.” Percebeu que podia estar perto de chegar onde queria quando a filha, na altura com 3 anos, começou a trautear a música depois de ouvir a primeira maquete da canção. Até porque, na opinião da própria cantora, trata-se de uma “canção quase infantil. Os miúdos adoraram, até mais que os adultos. Houve ali uma empatia muito grande”.

[Dina no Festival da Canção de 1992]

 

O próximo destino era Malmö, a cidade sueca que acolheu, nesse ano, a final do Festival da Eurovisão. Lembra-se que ficou arrebatada: “Aquilo era um pavilhão imenso, com áreas para jornalistas, refeição e ensaios. Fiquei lá uma semana e cada vez ia ficando mais nervosa. Quando chegou o ensaio geral, altura em que é feita a votação, eu tremia. De repente começamos a ter a noção do que estamos ali a fazer, do que estamos a representar. Lembro-me que comecei a sentir uma fraqueza, quase que a sentir uma quebra de tensão, alguns minutos antes de chegar a minha vez. De repente, bateu a insegurança e pensei: ‘Mas o que eu estou aqui a fazer? Porque é que eu me meti nisto? São milhões de pessoas que estão a ver, se tu falhas é horrível!’ Entrei e estava nervosa. Mas depois dos primeiros compassos tudo foi passando.”

Depois de tocar para milhões de pessoas que viam o programa na televisão, faltava saber qual a sua classificação. Recorda que “aí é que ia mesmo tendo uma quebra de tensão, não estava nada à espera do que aconteceu”. Ficou em 17º lugar, entre 23 participantes. “Mas gostei muito de participar. Há ali uma festa, um agitar, inesquecível, movimentaram-se muitas emoções.”

O Hino do CDS-PP

Pouco depois de “Amor de Água Fresca” e do Festival da Canção, estava em casa, a ver televisão, e ouviu Manuel Monteiro, então líder do CDS-PP, a discursar na televisão. Identificou-se com o que dizia o político e resolveu telefonar só para dar os parabéns ao presidente do partido. “Receberam a mensagem”, recorda, “e não se esqueceram mais de mim”. Quando estavam a criar o seu hino, os responsáveis do CDS ligaram para Dina os visitar e para dar a sua opinião. Hesitante, segurou-se à ideia que diz que “temos que ter um lado cívico, e acabou por se envolver — musicalmente — na política, num “partido um pouco diferente do que é agora”. Não gostou nada do hino que tinham, tanto que resolveu oferecer um outro de sua autoria, mais uma vez com letra de Rosa Lobato de Faria, o tema “Para a Voz de Portugal ser Maior”. “E fiz a campanha, claro”, aponta. Apesar do hino gratuito, foi paga pelas atuações.

E muito mais

Lançou mais discos. Primeiro, em 1993, uma regravação de músicas antigas, para tentar que as pessoas as conhecessem finalmente. Em 1997 lança “Sentidos”. Depois, passado mais uns anos, gravou músicas que ao longo dos anos tinha composto para novelas, mais “orgulhosamente” para a “Filha do Mar”, a primeira da TVI, para a qual escreveu três temas. “O meu primeiro disco de ouro é o da ‘Filha do Mar’”, confessa-nos. E, para aproveitar o balanço das canções da novela, decide lançar um disco de inéditos. Quando já ia a meio da gravação dos instrumentais, teve um acidente na A5. Esteve mês e meio no hospital. “Ficou tudo trocado, as coisas já não aconteceram como estavam programadas. Atrasou tudo e depois tudo mudou. Apareceram inseguranças e hesitações” e o disco acabou por nunca acontecer. Nesse ano foi apenas lançada uma compilação do seu trabalho.

Em 2006, há dez anos, descobriu a fibrose pulmonar. Mas só começou a perceber as suas limitações entre 2009 e 2010: “Comecei a sentir que estava a ficar cada vez mais cansada.” Continua a piorar enquanto enfrentava algumas tragédias familiares. O seu último concerto foi a 22 de Setembro de 2012 — “correu bem, senti algo mágico, algo especial” — um mês depois da morte da sua irmã. “Jurei que a Mimi estava lá comigo, de certeza’”, contou-nos emocionada. Desde essa altura que tudo ficou mais difícil, “senti que não tinha projeção e quando não há projeção não na afinação, fica cansada, não tem força, tudo se torna incomportável”. Decidiu que era esta a altura certa para a sua despedida. É o final da carreira de Dina “mas é uma festa”, diz-nos.

Os concertos

“Ele [Gonçalo Tocha] percebeu que no meio de tanta coisa que eu tinha, havia muita coisa boa. E insistiu que isto fosse feito. Quando ele falou nestes nomes todos, achei o máximo”, recorda-nos Dina. Gonçalo Tocha admite que, inicialmente, também só conhecia um dos singles da artista, apesar da sua banda ter feito uma versão do primeiro single de Dina, “Pássaro Doido”. Foi “ouvindo a sua discografia. Não conhecia o trabalho dela a fundo, ouvi porque ela me passou, conhecia como toda a gente conhece. O álbum, ‘Dinamite’, marcou-me muito.” E, a juntar a isto, também havia a pressão que a cantora sentia para “fechar a carreira de uma forma mais visível”. “Era preciso dar a hipótese de conhecer a sua obra a quem sempre lhe passou ao lado”, diz-nos Tocha.

 

22 Março – Teatro São Luiz, Lisboa – Entre €9 e €17; 24 Março – Teatro Rivoli, Porto – €10

 

 

Fonte: http://observador.pt/especiais/dina-fim-da-carreira-as-historias-vida/

 

DINA40ANOS - Retrato #14 (FIM)

Como quem se assoma aos concertos de 22 e 24 de Março de 2016 - Dinamite - Concertos de Homenagem à Dina, - vamos, em tons de esmeralda (simbolizando o 40º aniversário de canções de Dina), concluir o percurso da discografia de Dina, em Retratos... Colaborações (de Dina em projetos de terceiros).

 

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Colaborações de Dina em projetos de terceiros

 

 1980

Dina participa (voz falada) no single homónimo de Aníbal Miranda no tema "Don't Shoot":

Dina participa nos coros do tema "Canção do Beijinho" (letra e música de Carlos Paião), de Herman José:

 

 1981 

 Dina presta homenagem ao maestro José Belo Marques (Leiria, 25 de janeiro de 1898 — Sobral de Monte Agraço, 27 de março de1987) no programa E O Resto São Cantigas (RTP), com o tema "Grão de Arroz" (letra e música do próprio José Belo Marques), celebrizado na voz de Amália Rodrigues (1953).

 

 Dina faz a música "Fora da Lei" para as Doce (letra de António Avelar de Pinho), que pertence ao álbum É Demais:

 

 1986 

 Dina participa nos coros dos temas "O Paciente" e "Cerimónias" do GNR (LP Psicopátria):

 

 

 1988 

 Dina grava com e para Carlos Paião um dueto do tema "Quando as Nuvens Chorarem" (Single/LP Intervalo):

 

 1994  

● Dina faz a música "A Tua Pele" para Alexandra (CD De Viva Voz).

 Dina participa na canção do Pirilampo Mágico:

 

 1995 

 Dina participa na canção do Pirilampo Mágico:

 

 

 1996 

 Dina tem uma participação especial no tema "Fazes Falta", de José Alberto Reis (CD Mágoas):

 Dina participa na canção "Racismo Não". A venda deste CD reverteu a favor da AMI (Assistência Médica Internacional). 

 Dina participa no tema “Novo Amanhã”, do projeto Correr Contra a Sida

 

 2001 

 Dina faz a música "Março Marçagão" para Paula Duke. Tema incluído na Banda Sonora da Telenovela Filha do Mar (TVI). [ Áudio ]

 

 2002 

 Dina compõe para Lena d'Água "A Luz Que Eu Vi". Tema incluído na Banda Sonora da Telenovela Sonhos Traídos (TVI). [ Áudio ]

 

 2008 

 Dina faz a música Paraíso” para o Zé P. (CD Ilha dos Sonhos).

 

 2011 

 Dina faz um dueto com Cassapo em Só Tu” (CD 11):

 

 2014 

 Dina, à convite dos TochaPestana, tem uma participação especial na versão destes do tema "Pássaro Doido" para o CD Música Moderna, tema este original do segundo single (1980) da cantora portuguesa Dina. Ficamos com o videoclip:

 

DINA40ANOS - Retrato #13

Como quem se assoma aos concertos de 22 e 24 de Março de 2016 - Dinamite - Concertos de Homenagem à Dina, - vamos, em tons de esmeralda (simbolizando o 40º aniversário de canções de Dina), percorrer a discografia de Dina, em Retratos... Colectâneas (onde Dina está incluída).

 

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Colectâneas de Telenovelas 

» Vila Faia (RTP, 1982) 

● Aqui Estou [Áudio]

 

» Palavras Cruzadas (RTP, 1986)

● Em Segredo [Vídeo]

 

» Os Lobos (RTP, 1998)

● Aguarela de Junho [Vídeo]

● Vitorina


» Filha do Mar (TVI, 2001)

● Que É de Ti (tema do Salvador – Genérico) [Áudio]

● Lençóis de Vento (tema da Constança)

● Março Marçagão (tema da Xica – intérprete: Paula Duke) [Áudio]


» Sonhos Traídos (TVI, 2002)

● Dura de Roer 

● Deixar-se Ir 

● A Luz Que Eu Vi (intérprete: Lena d’Água) [Áudio]


» Olhos Nos Olhos (TVI, 2009)

O Teu Olhar Mentiu [Vídeo]

 

Colectâneas Temáticas (em actualização) 

» Cantares da Noite (Ovação, 2012) – Ai A Noite

» Dias da Vida (Ovação, 2012) – Dia Sim

» Grandes Vozes - Cantores Românticos (Ovação, 2012) – Depois de Mim

» Os Dias da Rádio (Farol 2009) – Guardado em Mim

» Tozé Brito: Vida, Canções e Amigos (Farol Música, 2007 - 2CDs) – Em Segredo (CD2, faixa 9)

» 30 Anos de Êxitos de Verão (Universal, 2003 - 2CDs) – Há Sempre Música Entre Nós (CD1, faixa 12)

» Vencedores do Festival da Canção: 1964-1993 (Movieplay, 2001) – Amor d'Água Fresca (CD2, faixa 14)

» Palco Das Canções (Ovação, 1998/2006) – Por Causa Do Teu Olhar

» 100 Grandes Vedetas Portuguesas (Selecções do Reader's Digest, 1997) – Há Sempre Música Entre Nós (Disco 2)

» As melhores baladas da música Portuguesa vol.2 (Polygram, 1993) – Guardado em Mim (Disco 2)

» 18 Anos Polygram (Polygram, 1992) – Há Sempre Música Entre Nós

» Música Portuguesa (Philips, 1990) – Em Segredo

» Na Rota do Sol - Os Maiores Êxitos da Europa Latina - Noites de Verão (Selecções do Reader's Digest, S/D - 8LPs) – Pássaro Doido (LP6, B1) Nota: Erradamente esta canção tem na capa o título de "Pássaro Louco"

» Na Rota do Sol - Os Maiores Êxitos da Europa Latina - Breve Encontro (Selecções do Reader's Digest, S/D - 8LPs) – Amar Sem Aviso (LP4, A2)

» 20 Canções de Tozé Brito (Polygram, S/D, 2LPs) – Em Segredo (Disco 1, A2)

» 20 Canções de Tozé Brito (Polygram, S/D, 2LPs) – Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim (Disco2, A2)

» Música Para Sonhar – 40 Canções de Amor/Títulos originais (Polygram, S/D - 2LPs) – Amar Sem Aviso (LP1, A9)

» Música Para Toda a Família – A Nova Geração da Música Portuguesa (Verbo Postal/Polygram, S/D) – Deixa Lá (LP3, B1)

 

DINA40ANOS - Retrato #12

Como quem se assoma aos concertos de 22 e 24 de Março de 2016 - Dinamite - Concertos Celebração de Dina, - vamos, em tons de esmeralda (simbolizando o 40º aniversário de canções de Dina), percorrer a discografia de Dina, em Retratos... Antologias.

 

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Guardado em Mim - Dina 

(CD; Vidisco, 1993/2015)

Ouvir excertos das canções

01. Voar Outra Vez (INÉDITO!)

02. Soa Bem (INÉDITO!)

03. Por Alto Mar

04. Aqui e Agora

05. Acordei o Vento

06. Guardado Em Mim

07. Desamparem-me a Loja

08. Isso é Que Era Bom

09  Retrato

10. Que Vamos Nós Fazer

11. Dinamite

12. Nem Mais

13. Há Sempre Música Entre Nós

 

 

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O Melhor de 2: Dina/Mário Mata 

 (CD duplo; Universal, 2001)

Ouvir excertos das canções

01. Há Sempre Música Entre Nós

02. Pássado Doido

03. Pérola, Rosa, verde, limão, Marfim

04. Aqui Estou

05. Retrato

06. Guardado Em Mim

07. Guarda-Chuva

08. Conta Comigo

09. Amar Sem Aviso

10. Desamparem-me a Loja

11. Deixa Lá

12. Dinamite

 

Nota: Este álbum foi reeditado pela Universal Music Portugal em 2013 com o mesmo alinhamento e com a capa indicada abaixo, mas desta feita não em versão física, mas só exclusivamente digital (nas plataformas de streaming), com o título Música Entre Nós:

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--- Temas:

01 e 05 - Lado A e B do single Há Sempre Música Entre Nós - 1981;

02 e 09 - Lado A e B do single Pássaro Doido - 1980;

03 e 08 - Lado B e A do single Conta Comigo - 1983;

04 - Lado A do single Vila Faia - 1982;

06 e 07 - Lado A e B do single Guardado Em Mim - 1980;

10 11 - Álbum Dinamite - 1982

12 - Lado A do single Dinamite - 1982. 

 

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Guardado em Mim (2002) - Dina 

(CD; Vidisco, 2002)

Ouvir excertos das canções

01. Voar Outra Vez

02. Por Alto Mar

03. Acordei o Vento

04. Retrato

05. Aqui e Agora

06. Soa Bem

07. Desamparem-me a Loja

08. Isso E Que Era Bom

09. Que Vamos Nos Fazer

10. Guardado Em Mim

11. Nem Mais

12. Peróla, Rosa, Verde, Limão, Marfim

13. Dinamite

14. Amor d'Água Fresca

15. Há Sempre Música Entre Nós

 

 

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Da Cor da Vida - Dina 

(CD; Farol Música, 2008)

Ouvir excertos das músicas 

01. Esta Manhã Em Lisboa (INÉDITO!)

02. Amor d'Água Fresca

03. Há Sempre Música Entre Nós

04. Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim

05. Que é de Ti

06. Acordei o Vento

07. Guardado Em Mim

08. De Manhã

09. Tafetá

10. Carregal do Sal

11. Por Causa do Teu Olhar

12. Faz-me Tua

13. O Teu Olhar Mentiu (INÉDITO!)

14. Que Vamos Nós Fazer

15. Amar Sem Aviso

16. Por Alto Mar

17. Voar Outra Vez

18. Aqui e Agora

19. Pássaro Doido

20. Dinamite

 

  

◊ Nem Mais [apontamentos biográficos] 

          + 

 Aqui Estou [vídeos e afins] 

» Para a Antologia de 1993, Guardado em Mim, Dina regravou vocalmente os temas clássicos apresentados, dando também uma nova roupagem/sonoridade a esses mesmos temas. Apresenta dois temas totalmente inéditos. Este CD é reeditado a 29 de Abril de 2015.

 

» Tanto o trabalho O Melhor de 2 (2001) como Música Entre Nós (2013) são uma compilação dos singles de Dina lançados entre 1980 e 1983, exepção feita para as faixas 10 e 11 que pertencem ao álbum Dinamite (1982).

 

» O Guardado em Mim de 2002 repesca, em relação à anterior Antologia homónima, dois novos clássicos: "Peróla, Rosa, Verde, Limão, Marfim" e  "Amor d'Água Fresca".

 

» A Antologia mais recente de Dina Da Cor da Vida (2008), apresenta dois temas totalmente inéditos, para além do "Que é de Ti", que é um dos maiores sucessos de Dina neste século XXI e que por primeira vez é editado em nome próprio (foi editado no CD da Banda Sonora da telenovela da TVI Filha do Mar).

 

» Dina actua a 17 de Março de 2006 na segunda edição do espectáculo  comemorativo dos 25 anos do Febre de Sábado, de Júlio Isidro, que teve como palco o Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos . A receita do espetáculo – lotadíssimo! - reverteu, integralmente, a favor da “Casa do Caminho” e do núcleo de Matosinhos da Associação Portuguesa de Paramiloidose.

 

» O tema inédito de 1993 "Voar outra Vez" Dina interpreta-o ao vivo num concerto no Auditório Municipal de Vila do Conde, a 15 de Outubro de 2010, ladeada pelo Miguel Castro e Isabel Rato:

 

» O tema inédito de 2008 "Esta Manhã em Lisboa" no concerto de Vila do Conde referenciado acima:

 

» ... E a promover o tema na SIC (2008):

 

» O outro tema inédito de 2008 "O Teu Olhar Mentiu", que integrou a Banda Sonora da telenovela Olhos Nos Olhos (TVI, 2009), interpretado ao vivo no showcase na FNAC de Alfragide em Outubro de 2008:

 

» Anúncio publicitário da Antologia Da Cor da Vida:

 

» Dina comemora os seus 30 anos de carreira com um concerto no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, no dia 26 de Setembro de 2009:

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Guardado em Mim [entrevistas] 

» O lançamento do trabalho Da Cor da Vida é notícia na SIC:

 

» Aquando de um concerto em Santarém (2009), a TV4 do Ribatejo decidiu entrevistar a Dina:

 

» Em 2009 Dina participa no programa Há Conversa (RTP Memória), numa entrevista dirigida pelo Eládio Climaco, onde fluem recordações desde a infância, em Carregal do Sal, até o trabalho de promoção/concertos do recém nascido A Cor da Vida (2008), passando pelas participações nos Festivais da RTP. Destaque para a vontade de fazer um trabalho de inéditos, do qual existe repertório concluído.

 

» Factor Lisboa TV entrevista a Dina (Setembro 2010):