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zonaDINAmica

Clube Oficial de Fãs da Cantora e Compositora Dina.

Dina: Primavera Eterna

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Família, amigos e fãs esperavam o milagre... Que não aconteceu. O marulho dessa onda de nome Dina – Ondina Maria Farias Veloso – não era imperceptível, era poderoso, em tudo idêntico a um tsunami! Dina tinha objectivos claros, que passavam por criar ondas com a sua Música (que é intemporal!), agitar as águas da Sociedade e das mentes para não ficarem chocas. Dina abraçou tudo e todos num gesto Universal e Humanista, com o seu conhecido coração largo.

 

Uma grande Mulher e Persona que a Dina foi, digo, é - à uma Glória não se diz adeus, pois ela é eterna, - exemplo de Valores, Coragem, Amor, Entrega, Dedicação. Dina nasceu na Primavera de 1956 e acreditava, com alguma inocência, no Bem dos demais, que os outros eram também pessoas de Bem. Mas apesar de ter começado a editar música em 1975, já num Portugal dito livre e democrático, o lápis azul da censura se manteve e mantém, sinal de um suposto poder que há quem teime em demonstrar ter, não respeitando a Liberdade de terceiros. Dina sofreu na pele a censura de pseudopoderosos, que a proibiram de fazer canções e as cantar em plena época de liberdade de expressão. Até parece mentira, mas a liberdade que temos não passa de uma aparência de Liberdade, algo semelhante à Alegoria da Caverna...

 

Um mês depois da partida física de Dina, também em plena Primavera, o coração continua a meia haste e assim permanecerá ad eternum, derivado à interrupção da sinfonia desta carismática Vida, de uma forma tão abrupta e precoce. Dina encontra-se agora na Primavera Eterna.

 

Dina: Um Amor... De Água Fresca

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Pegando no cognome de Dina, lembrado e atribuído pelo Samuel Úria, trago a canção "Amor d'Água Fresca" (música e interpretação de Dina e letra de Rosa lobato de Faria), que faz parte da memória colectiva de Portugal e que representou o País no Eurovision Song Contest (ESC) de 1992 em Malmö, na Suécia.

 

Esta canção, após a vitória no Festival RTP da Canção, foi muito maltratada por alguns pseudo-jornalistas (sem formação em jornalismo, nem em música, nem como Pessoa sequer), que achavam que a letra não tinha qualquer sentido. Longe de ser a única canção cuja letra foi criticada, ainda hoje essa controversa sem sentido é lembrada. Para alguns, a papinha tem de ser toda feitinha e dada na boca. Para essas pessoas, lembro uma belíssima canção brasileira com letra em português de Fernando Brant e com música de Milton Nascimento, aqui na saudosa voz de Elis Regina - "Canção da América". Fazendo um paralelo entre estas duas canções, a dada altura a letra de Brant diz "Amigo é coisa pra se guardar / Do lado esquerdo do peito". Ora, para se conhecer quem é amigo há que primeiro experimentar - "trincar". - Porém, antes disso há que tomar a iniciativa de conhecer pessoas - "pegar". - Só desta forma se pode finalmente, a quem mereça, guardar do lado esquerdo do peito - "meter na cesta". - É este o encanto da complexidade do Amor, simplificado/descodificado nas três acções pegar, trincar e (caso valha a pena) meter na cesta [no coração]. Esta descodificação também foi feita por um Sítio francês, que compreendeu bem a essência do Poema, já que enaltece a originalidade da canção e elogia o vocabulário novo atribuído ao tema mais recorrente das canções [o Amor]:

 

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O 17º lugar e os 26 pontos conseguidos pela canção foram contestados. E ainda é considerado injusta a má classificação obtida, onde em vários TOPs do Youtube isso é espelhado, colocando "Amor d'Água Fresca" em melhores lugares, inclusive nos 10 primeiros lugares... E até no TOP3(!), chegando a rotular a canção como bonita e cativante ("cute" e "catchy"):

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O êxito pré-ESC referente à canção portuguesa por parte da Europa, que teve acesso ao videoclip que cortava com tudo o que já foi feito, assim como a versão "ecológica" em língua inglesa, murchou graças a vários desrespeitos por parte da RTP. Nesse ano de 1992 a delegação da RTP lembrou-se de proibir a participação das autoras e intérprete da canção (Dina e Rosa Lobato de Faria) no cocktail de boas-vindas na Suécia, ficando retidas no quarto de hotel. O que a RTP comunicou às restantes delegações, sobre a ausência das pessoas mais importantes de Portugal? Estavam assim tão famintos, com uma gula insaciável? Além disso, os planos de realização eram monótonas e repetitivos, sem diversificação, sem ritmo. O vestuário de Dina era completamente desadequado à canção, estando ela mais livre e solta com o que levou na final nacional da RTP, onde as cores azul-água e branco destacavam o tema da canção, assim como a blusa com frutas pintadas a mão pelo José Manuel Costa Reis. Ninguém da comitiva da RTP teve a amabilidade e o cavalheirismo de distribuir o merchandising que os amigos de Dina tiveram o trabalho de fazer para promoverem a canção de Dina. Teve de ser a própria Dina que, saco às costas, andou a distribuir o material promocional pelas outras delegações e intérpretes, o que foi muito mal visto pelas outras delegações. Ao longo da história do ESC, os nossos representantes são alheios às más classificações obtidas no ESC. A pontuação obtida por Portugal foi a seguinte:

 

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"Amor d'Água Fresca" é uma canção que desperta não só a boa disposição e energia, mas também todos os sentidos, é uma canção altamente sinestésica! Recordamos de seguida as actuações na semifinal e na final do Festival da Canção, assim como o videoclip e a passagem pelo ESC (da final e do 2º ensaio, que foi bilingue) desta canção autobiográfica da eterna Dina:

 

Imagens: Internet

 

Dina, In Memoriam

 

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Faz hoje 8 dias que Dina partiu fisicamente. A consternação ainda está apoderada de mim. Queria acreditar que o caso da Dina era o mesmo de um cantor célebre em todo o continente americano e Espanha, conhecido por El Puma, como comentei com um outro fã de Dina, que aquando a notícia da doença da Dina em 2016 vim a descobrir que ele também tinha fibrose pulmonar desde 2000. Em 2017 El Puma foi sujeito a um duplo transplante de pulmão e já teve uma breve actuação este ano... Sonhava que acontecese o mesmo com a nossa Dina. Que em dias surgiria na comunicação social que a Dina foi transplantada e já tinha voltado a gravar... Mas na manhã da passada Sexta-feira "acordei" para a realidade. Comparar Portugal com Estados Unidos da América (ou outros países da Europa) leva a, no mínimo, uma desolação gigante! O número de mortes por aqueles que aguardam por um transplante em Portugal são verdadeiramente assustadores (descobri após a Dina nos deixar)!...

 

Passa 8 dias que Dina partiu... E lembro o primeiro dia em que a Dina apareceu no pequeno ecrã, mostrando o Poema Inocência de António Gedeão que a própria Dina musicou e que se revela muito biográfico, uma imagem da própria Dina:

 

Hei-de morrer inocente
exactamente
como nasci.
Sem nunca ter descoberto
o que há de falso ou de certo
no que vi.
Entre mim e a Evidência
paira uma névoa cinzenta.
Uma forma de inocência,
que apoquenta.
Mais que apoquenta:
enregela
como um gume
vertical.
E uma espécie de ciúme
de não poder ver igual.

 

Ficam algumas reacções ao falecimento de Dina (Sítio Festivais da Canção): 1, 2, 3 , Kris Kople e da Ministra da Cultura. É de leitura obrigatória a "Carta de Despedida" de Júlio Isidro à Dina, do qual retiro estes dois parágrafos:

 

"A Dina passava da doçura do “Gosto do teu gosto” para a explosão do seu “Dinamite” num acorde da guitarra, levando consigo um público que lhe tinha carinho.
Foram anos a escrever cantigas e a mostrá-las em disco ou concertos, construindo um património que vale a pena ouvir em estreia, ou rebobinar e recordar, para se lhe atribuir o valor que se foi perdendo na voragem do preconceito e dos chamados novos tempos".

 

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Sem menosprezo para outras pessoas, destaco as palavras de alguns daqueles que participaram na Celebração de Vida, devida e em Vida, da Dina em 2016 - Dinamite, - fruto do trabalho do Gonçalo Tocha (Obrigado, Tocha... E todos os que se juntaram à esta grande Celebração!):

 

- Gonçalo Tocha: “Foi um daqueles encontros de almas em que nos tornamos muito cúmplices, falámos muito sobre vida, arte, música. Era uma pessoa muito aberta, faladora, amiga do seu amigo, generosa, sem preconceitos. Por isso é que ela fez tanta música diferente, pop, rock, baladas, funk”... “Era uma mulher hipertalentosa e, como pessoa, era exatamente o que mostrava ser. Uma pessoa acessível, carinhosa, amiga e de uma simpatia extrema”. “Em 1982 era quase a única cantora-compositora e hoje em dia está muito longe disso. Só aí já temos um legado”. “urge reeditar” os discos, especialmente os dois primeiros, “Dinamite” (1982) e “Aqui e Agora” (1991), que são “muito difíceis de encontrar”.

 

- Ana Bacalhau: “Ajudou a pavimentar a estrada que eu e outras mulheres pisamos agora”. Os espetáculos relembraram uma obra que continua a não ser conhecida “e reconhecida” em toda a sua dimensão. “Talvez ainda não lhe tenha sido dado todo o crédito que merece”, mas será uma questão de “descoberta”. Se as músicas forem ouvidas o respeito será imediato, acredita, porque “a qualidade está lá”. 

 

- Samuel Úria (crónica Da Água Fresca, no Sapo): "Foi senhora sempre. Senhora quando os nossos ouvidos, os seus pulmões, ou os corações de muita gente a maltrataram. Senhora sempre". "Amor de Água Fresca não é a melhor canção da Dina, mas Água Fresca podia ser o seu cognome". "Eu lembro-me bem dos anos 80; quantas vezes não devem ter sugerido à Dina para parar de costurar melodias e ir antes para casa coser meias?  Quantas vezes não lhe terão amesquinhado as opções e as ambições?". 

 

- João Gil (Diabo na Cruz): "Esta é a Dina, alguém por quem me apaixonei no primeiro minuto. Alguém que lutou contra o mesmo Adamastor que a minha mãe, que julguei nunca mais conseguir tirar da cabeça a primeira imagem que tive dela, a entrar na nossa sala de ensaios, com a sua garrafa de oxigénio na mão, a cantar uma musica connosco, a parar no primeiro refrão e a pedir desculpa por isso. Não precisavas de pedir desculpa... Desculpa eu não te ter abraçado mais vezes e ter dado mais beijinhos enquanto cá estiveste..."

 

- Alex D'Alva Teixeira: "Há quem diga que não devemos conhecer os artistas que admiramos, dado que a noção que temos deles é muitas vezes diferente da realidade, correndo o risco de sairmos desiludidos. Com a Dina, foi o oposto."

 

Antes de recordar a Celebração Dinamite no Teatro Rivoli (Porto), aconselha-se a leitura do artigo de Carlos Carvalho (ESCPortugal) que nos traz um especial sobre a discografia de Dina:

 

 

 

Imagens: Internet

Dina (1956-2019), (Um)A Cor da Vida

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Na noite do dia 11 de Abril de 2019, a Cantora e Compositora Dina (nome artístico de Ondina Veloso) falece no Hospital Pulido Valente, em Lisboa. Em 2006 foi diagnosticada com fibrose pulmonar, doença esta que a Ciência dá apenas 3 anos de vida, mas que a Dina teve fôlego para 13 anos, graças à paixão e garra pela vida. Aguardava por um transplante pulmonar, mas nunca chegou a vir o pulmão que ela tanto precisava para continuar a viver.Uma lutadora nata, que ninguém andou com ela ao colo, foi tirado a ferros o sucesso de Dina, que para muitos passa ao lado por desconhecimento da Obra, por culpa da comunicação social (sobretudo a rádio e a televisão, mas também a imprensa) e empresas discográficas, como referiu Júlio Isidro. Desde sempre a Dina teve o ímpeto para a cantoria. Foram 62 anos de Vida e de casamento com a música. 62 anos que se poderiam simbolizar num ambar.

 

Dina é a cor da própria Vida. Vida que Dina tão bem interpretou com o seu timbre único e característico em que o Mundo parava de girar mal a Dina abria a boca, com as palavras suas, mas sobretudo de poetas e poetisas (com pinceladas de algumas palavras suas, que serviam de mote) e, obviamente, musicou, pois a génese de tudo era a própria música. A Vida que a Dina com arrojo para além de cor deu também forma, textura, sonoridade, sabor, perfume e sentimento, tudo isto nos ofereceu em forma de Música, materializando o que para muitos não passaria de fórmulas complicadas que provariam a existência de um qualquer Buraco Negro algures no espaço. Por coincidência, horas depois da primeira imagem obtida deste a Dina nos deixa órfãos.

 

Dina não é reduzível, redutível. Tocou vários estilos musicais, desde a balada ao rock, passando pelo funk e outras "etiquetas". Dina encarna na perfeição uma trovadora dos tempos modernos. Alguém que menospreza a Obra de Dina por ideologias políticas (que Dina nunca teve!) ou aversões sexuais mostra, no mínimo, ausência de inteligência. Dina, por afinidade com uma pessoa, fez um hino partidário e participou na campanha desse ano de 1995, afinal, nesta sociedade é preciso dinheiro para se sobreviver, ou não? A História actual está cheia de nomes masculinos que tiveram e têm essa mesma atitude, mas que ninguém lhes atira pedras. Só por uma mulher ter a ousadia de fazer algo que está reservado(?) ao universo masculino dá direito a ser enxovalhada? Ó meus caros, Dina desde cedo se habituou ao lugar de primícia: É a primeira cantora compositora de Portugal - o dizem vários especialistas (será por, mesmo assim, ter mais Obra publicada?), - e não sendo a primeira a representar Portugal no Eurovision Song Contest enquanto tal, foi-o em dupla feminina, com Rosa Lobato de Faria em 1992, com uma canção simples, quase infantil, mas com uma maturidade brutal que ainda há quem ache a letra estranha, passado quase 30 anos! É estranho pegar em algo (pessoa, situação,...) novo, o trincar para arriscar nessa aventura e, se for de qualidade o meter na cesta (guardar no coração - estar atento ao minuto 3:20 e seguintes)? Dina, ainda moça, começa a compôr com a guitarra dos irmãos mais velhos que estava lá por casa, começa a dar nas vistas, quer em grupo (Quinteto Angola), quer depois em solitário, editando 2 EPs. Ainda a televisão era a preto e branco quando Dina teve a sua primícia televisiva musicando um poema de António Gedeão num programa do Nicolau Breyner. Quando a RTP começou a cores, no Festival da Canção de 1980, a Dina lá estava e conquistou o Prémio Revelação. Na primeira telenovela portuguesa, Dina marcou presença com "Aqui Estou". Em 1993, na primeira telenovela da TVI Dina compõe e dá voz ao genérico de "Telhados de Vidro". Também na TVI, o seu genérico "Que é de Ti", para a telenovela Filha do Mar, chama a atenção para a produção televisiva, marcando um antes e depois. Dina é o diminutivo de Ondina, que tem origem etimológica na palavra onda, logo Dina é sinónimo de movimento, liberdade, energia, revolução. Dina estava destinada a ser a primeira, mas nasceu em um País que não valoriza o que é seu. Mesmo não tendo recolhido grandes frutos, Dina foi importante para a Música e a Sociedade actual estar e ser, de certo modo, mais madura.

 

Dina teve percalços ao longo da sua carreira, que poderiam ter sido evitados se a respeitassem enquanto Cantora, Compositora e, claro, Pessoa e Mulher. Os maus tratos são condenáveis, assim como privar alguém da liberdade de criar. Portugal tem fama de ter sido dos primeiros a abolir a pena de morte. Isto é só na teoria? 

 

Ao todo, foram cinco as décadas que Dina, indissociável da sua guitarra, nos brindou com as suas canções. Canções, algumas, que andam por aí perdidas. Mas perdida é algo que não está a sua Música, essa está e continuará sempre entre nós.

 

Bem-Haja Dina!

 

Carlos.

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Imagens: Internet

 

Dina no Cancioneiro Europeu

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No âmbito da votação nas canções representativas de cada País da União Europeia (http://www.eu-songbook.org/), surgiu a ideia de, na sua ausência, enquadrar as músicas de Dina em cada uma das seis categorias. Devido às temáticas ricas e diversas no cancioneiro de Dina, ficamos pela difícil sugestão de três canções por cada categoria. Sempre existe a opção do votante escolher outra canção não apresentada na lista do Cancioneiro Europeu, na sua Página oficial (ligação atrás indicada).

 

 

»»» AMOR (exepcionalmente 4):


- "Por Causa do Teu Olhar" (música: Dina / letra: Rosa Lobato de Faria)
- "Aguarela de Junho" (música: Dina / letra: Rosa Lobato de Faria)
- "Guardado Em Mim" (música: Dina / letra: Eduardo Nobre)
- "Que Vamos Nós Fazer?" (música: Dina / letra: Eduardo Nobre e Kris Kopke)


»»» NATUREZA/ESTAÇÕES:


- "Amor d'Água Fresca" (música: Dina / letra: Rosa Lobato de Faria) - por muita iliteracia que exista, descobre-se facilmente o porquê desta canção estar inserida neste tema, tal é a diversidade de Natureza que transborda nela;
- "Ai, A Noite" (música: Dina / letra: Rosa Lobato de Faria) - descrição minuciosa das características, directas e indirectas, da noite;
- "Que é de Ti?" (música: Dina / letra: Ana Zanatti) - referência a várias matérias e elementos naturais (puro-sangue (cavalo de raça pura), lezíria, maré cheia, bonança, temporais, terra, cinza, lava, ilha, etc.).

 

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»»» LIBERDADE/PAZ:

 

- "Voar Outra Vez" (música: Dina / letra: Rosa Lobato de Faria)
- "Acordei o Vento" (música: Dina / letra: Rosa Lobato de Faria)
- "Desamparem-me a Loja" (música: Dina / letra: António Avelar de Pinho)

 

 

»»» TRADICIONAL (folksong):

 

- "Março Marçagão" (música: Dina / letra: Ana Zanatti) (int. Paula Duque) - raíz tradicional portuguesa a brotar desde o instante zero, com poema baseado no nosso refraneiro;
- "A Luz Que Eu Vi" (música: Dina / letra: Ana Zanatti) (int. Lena d'Água) -  fusão bem conseguida entre as sonoridades do fado e do tango.

 

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»»» FÉ (antes de alguém externo, em primeiro lugar, e essencialmente, há que ter fé/acreditar em si mesmo):


- "Lençóis de Vento" (música: Dina / letra: Ana Zanatti)
- "Dura de Roer" (música: Dina / letra: Ana Zanatti)
- "A Côr da Vida" (música: Dina / letra: João Falcato)

 


»»» INFANTIL:


- "Papagaio" (música: Dina / letra: Júlio Isidro)
- "Oleiro" (música: Dina / letra: Júlio Isidro)
- "Amor d'Água Fresca" (música: Dina / letra: Rosa Lobato de Faria)

 

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Para a televisão (RTP), Dina fez e interpretou algumas canções infantis na década de 80, como "A Galinha Manhosa" (letra de Júlio Isidro). Desafortunadamente, essas canções como tantas outras dos nossos artistas, estão bem escondidas no fundo de um baú no canal. A RTP Memória inunda-nos com os mesmos programas em 'loop', em vez de tirar o pó a outros programas que a quase totalidade dos portugueses nunca os viu (os adultos dos primórdios da TV em Portugal já são poucos os que estão vivos e com qualidade de vida). Seria muito interessante dar a conhecer ao Mundo a primeira aparição de Dina na televisão, interpretando na sua guitarra o poema "Inocência" de António Gedeão, que ela própria musicou. Não deixamos de insistir, para além do CD de originais - o material já existe!, - na edição da primeira colectânea de músicas de Dina contendo os EPs de 1975 e 1976, as canções originais para a televisão, diluídas em programas e em telenovelas ("Aguarela de Junho", "Telhados de Vidro", "Lençóis de Vento", "Dura de Roer", "Deixar-se Ir"). O talento de Dina já é conhecido e admirado mesmo antes da edição do seu primeiro EP em 1975 (no tempo do Quinteto Angola)... Porquê teimam em rebaixar a cultura portuguesa, escondendo e fechando a sete chaves aquela que é considerada pelos especialistas, como a primeira mulher que em Portugal cantou as suas próprias composições?

 

Imagens: Internet

 

Dina - Celebração "Aqui, Agora e Sempre"

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Parabéns, Dina!! Muitas Felicidades para este teu dia de aniversário!!

Dina é o nome artístico de Ondina Veloso, que percorre já cinco décadas com a sua música e voz, detentora de um timbre e postura únicos. Ondina significa "onda", "da água" e Dina é um autêntico tsunami na Música, sendo a primeira mulher com o arrojo de cantar as suas próprias composições em Portugal. Foi igualmente a primeira mulher a cantar uma música da sua autoria no Festival da Canção, que é a porta para participar no Eurovision Song Contest, tendo obtido o segundo lugar (21 pontos) na tabela geral de classificações das três eliminatórias de 1980 (júri composto por profissionais da música). Foi a segunda compositora a vencer o Festival da Canção (1992), com letra de Rosa Lobato de Faria e interpretação da própria Dina, e a última, até 2017.

Dina não se resume à uma única e simples palavra. A Obra de Dina é um constante devir, composto de Vida e sentimento, de novidade, não é algo estanque e já encerrado. Não é de estranhar por isso que o seu talento passe por vários estilos musicais (balada, rock, funk, country, etc.) e tanto cante acompanhada de banda ou orquestra como só com a sua guitarra ao colo. Devido à Música de Dina ter e ser Vida, Dina, para manter o carácter de Intemporalidade e transversalidade no Tempo (natural na sua Obra), tem uma preocupação pelas palavras e a sua Poesia, daí recorrer neste campo ao auxílio de grandes nomes das Letras do País, como Fernando Pessoa, António Gedeão, José Mário Branco, José Gomes Ferreira, Rosa Lobato de Faria e Ana Zanatti, entre outros, para além de letras feitas por, sem desprestígio em relação aos anteriores, Eduardo Nobre, João Falcato e pela própria Dina.

Dina é uma altruísta por natureza, tendo participado em inúmeros actos de beneficência e dando a sua voz e música a causas sociais, em nome da Igualdade e do Bem Maior.

Por tudo isto, e uma vez que a biografia desta Senhora da Música nunca caberia neste pequeno espaço, um Bem-Haja enorme à Dina!

 

N.B. - O mar e o sol compõem a imagem corporativa desta Celebração. 

 

 

 

#dina #ondinaveloso #cantora #compositora #músicaportuguesa #música

 
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Dina no "Com a Verdade M'Enganas"

Hoje, Dia dos Enganos, recordamos a actuação de Dina no Com a Verdade M'Enganas (26º Programa), apresentado por Herman José e transmitido na RTP a 07 de Fevereiro de 1994. Dina, com música e voz ao vivo, interpretou "Acordei o Vento" (letra de Rosa Lobato de Faria e música de Dina), seguido da versão bombástica da mesma (para ver a partir do minuto 27:19):

 

 

 

 

 

Rescaldo do Festival da Canção 2018

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(Autoria da imagem: Festivais da Canção)

 

A vitória deste ano coube à canção "O Jardim", da dupla Isaura (letra, música e coros) e Cláudia Pascoal (interpretação). É preciso recuar ao ano de 1992 para encontrar a anterior e primeira dupla feminina a vencer o Festival da Canção. A canção vencedora foi "Amor d'Água Fresca" e as suas responsáveis foram Dina (música e interpretação) e Rosa Lobato de Faria (letra). Na Música, como noutras áreas neste País, a primazia do poder ainda permanece nas mãos masculinas que, passando a redundância, não abrem mão disso. Foi só no ano passado que a RTP, televisão pública portuguesa, decidiu convidar compositoras, pela primeira vez neste século XXI (e foi uma, a Luísa Sobral, que ganhou com a canção "Amar Pelos Dois", na voz do seu irmão Salvador)! A última vez do século XX que participaram compositoras foi em 1996, quando a RTP convidou a Dina para assinar uma composição, "Ai, A Noite". Pelo que se viu nos Festivais da Canção de 2017 e de 2018, em Portugal há muitas mulheres a criar músicas, letras e a cantar muito bem. E tendo em conta os resultados, conseguem ser mais originais que os homens. Será que Portugal fará uma dobradinha na Eurovisão 2018, que se realiza pela primeira vez em Portugal?

 

Dina foi a primeira compositora a pisar o palco do Festival da Canção. Foi em 1980. Dina, para além de ter feito a música também deu voz à sua composição "Guardado Em Mim" (letra de Eduardo Nobre), uma balada com um  toque jazzístico, que está tão em voga nos últimos meses por estas terras lusas, graças ao efeito Salvador Sobral. Para além de Dina, só Maria Guinot conseguiu também a proeza de vencer este certame como autora, mas Guinot foi a primeira a conseguí-lo. Foi em 1984, com "SIlêncio e Tanta Gente" (letra, música e interpretação da sua responsabilidade). Como nota de curiosidade, Maria Guinot já tinha participado anteriormente no Festival da Canção, foi em 1981, dando a letra, música e voz ao tema "Um Adeus Um Recomeço". 

 

Um dos particpantes na final do Festival da Canção deste ano, Peu Madureira, de 31 anos, para o jornal Observador mencionou as músicas do Festival que mais marcam os portugueses. Entre elas está "Amor d'Água Fresca" que, inclusivamente, trateou com o seu timbre fadista (para ver neste vídeo, a partir do minuto 14:50).

 

 

Ano Novo, Vida Nova

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Em 2017 comemorou-se os 25 anos do grande sucesso "Amor d'Água Fresca", de Dina. O mesmo não passou despercebido...

... Pela RTP - No átrio do Coliseu dos Recreios (Lisboa), onde se realizou a final do Festival da Canção de 2017 (a 03 de Março), encontravam-se posters que recordavam alguns dos representantes de Portugal no Eurovision Song Contest. Entre eles estava a Dina (Fonte e autoria da foto: Festivais da Canção):

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... Pelo Minipreço - "A letra da canção Amor d'Água Fresca, escrita por Rosa Lobato de Faria, inspirou a agência NOSSA para criar a nova campanha para a Frutaria do Minipreço. Antecipando o sucesso de Salvador Sobral no Festival da Canção [Eurovisão], a NOSSA desafiou a Dina para voltar a cantar o tema que ganhou o Festival da Canção em 1992 e que continua na cabeça de toda a gente". Uma nova versão da música de sempre, 25 anos depois!:

 (a inspiração para o filme acima surgiu notoriamente do videoclip original de

1992, que promocionou a representação de Portugal na Eurovisão)

 

... Pela RFM - Se bem que a letra não é a mesma (trata-se de um cover), o instrumental e a melodia estão lá, nas vozes de Joana Cruz e Rodrigo Gomes, que nos apresentam "Amor de Sushi Fresco"

 

... Na 25ª Gala Abraço - Realizou-se, como sempre, no primeiro dia de Dezembro. Linda Xennon apresentou um medley com duas músicas de Dina, "Há Sempre Música Entre Nós" e "Amor d'Água Fresca", que o público presente no Teatro São Luiz (Lisboa) acompanhou em coro:

 

A imagem que encabeça este tópico não é por acaso. Tendo-me sido impossível no decorrer de 2017 comemorar convosco os 20 anos do álbum Sentidos (as desculpas desde já, em primeiro lugar, à Dina), informo que iremos fazer memória desse trabalho - com sentido e pleno de sentidos - durante os próximos tempos. Para quem porventura não o conhece, podem ouvir excertos das músicas no itunes e/ou adquirí-lo na editora Ovação ("+351218364000 - Compre pelo telefone de 2ª-6ª feira, 9:00h - 13:00h e 14:00h - 18:00h"). 

 

Votos de um 2018 a transbordar 

Amor d'Água Fresca e Sentido(s) 

nas vossas Vidas!

 

 

Dina traz de volta Amor d'Água Fresca

 

A grande vitória de Portugal na Eurovisão é graças a meio século de vitórias não menos importantes! Uma destas vitórias é a de 1992, onde agora, 25 anos depois, Dina traz de volta o intemporal Amor d'Água Fresca, o tema que continua a dar volta e na cabeça de toda a gente:

O Minipreço anunciou uma nova campanha onde, ao som da música “Amor de Água Fresca” da cantora Dina, promove a frutaria das suas lojas. É assim que a Nossa espera que a sua mais recente criação para a marca Minipreço seja recebida pelos portugueses. Antecipando o sucesso do Festival da Canção, a agência criativa e o Minipreço desafiaram Dina para voltar a cantar o seu grande sucesso “Amor de água Fresca” para promover a maior frutaria de Portugal.

Segundo Bruno Monteiro, Diretor de Marketing, Comunicação e Digital da DIA Portugal, “esta campanha segue o racional criativo da oferta diversificada e aos melhores preços que só o Minipreço consegue oferecer. No caso da fruta, as nossas mais de 600 lojas oferecem a frescura e a qualidade que esperamos da produção nacional. É uma área estratégica onde assumimos com orgulho que somos a maior frutaria de Portugal. O “Amor de Água Fresca” da Dina é um tema do imaginário de todos e a inspiração perfeita para que venham conhecer melhor a nossa oferta”, conclui.

A ideia que trouxe a artista Dina de volta à música depois de 5 anos de paragem por questões de saúde, vai poder ser vista na Tv e Digital, e ouvida na rádio e nas lojas do Minipreço, espalhadas por todo o país.

 

(Fonte)