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zonaDINAmica

Clube Oficial de Fãs da Cantora e Compositora Dina.

Herman José Homenageia Dina

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Herman José, no seu programa "Cá Por Casa" (RTP), prestou ontem homenagem à Vida e Obra de Dina. Um dos convidados foi o sobrinho da nossa Dina, o José Falcato. Na fotografia de cima, pode ver-se, junto ao sobrinho de Dina, uma das guitarras de Dina e um dos galardões que ela recebeu - "Prémios Nova Gente - Cantora Revelação (1981)". Ficamos a saber pela voz de João Falcato, que o Museu de Carregal do Sal está a fazer tudo para tornar acessível ao público a Obra de Dina (músicas, letras, objetos,...) e que a família está a fazer tudo para o trabalho de inéditos de Dina, que ela deixou gravado, ver a luz do día! Boas notícias! Gratos à Família de Dina, de coração! Para além de memórias, recordou-se também a Música intemporal de Dina: 

 

https://www.rtp.pt/.../e473659/ca-por-casa-com-herman-jose

 

Contra a LGBTIfobia

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Dia 17 de Maio é o Dia Internacional Contra a LGBTIfobia. "Deixa Lá" é uma composição de Dina que aborda a Diversidade Sexual (a frase da imagem acima pertence à esta canção).

De lembrar que Dina é um referente da vanguarda:

- Já em 1975 fazia concertos com canções que compunha e se fazia acompanhar em palco dedilhando a sua guitarra;

- Foi a primeira intérprete e compositora LGBTI portuguesa no palco do Eurofestival - Eurovision Song Contest, - em 1992... E quiçá a primeira mulher compositora no dito festival;

- É, até ao presente dia, a única mulher na História de Portugal que fez e cantou hinos políticos;

- É um ícone da Filantropia, pois desde cedo revelou um coração largo e abraço várias causas.

 

 

 

Dina: A 'Scatter' Portuguesa

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Este ano de 2019 teve um acontecimento triste, o desaparecimento físico da cantora, compositora e instrumentista Dina, a 11 de Abril, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa. Desde 2006 que Dina estava diagnosticada com fibrose pulmonar e aguardava por um transplante pulmonar, que nunca chegou a acontecer (em tempo útil). Dina era uma mulher indispensável na Cultura e Sociedade portuguesa, contava apenas 62 anos e cinco décadas de canções. Deixa saudade eterna e um enorme vazio no coração, mas fica vivo entre nós o seu Humanismo, o seu activismo pela pessoa humana sem rótulos e indiscriminações, os seus princípios e valores e, claro está, a sua música (editada e por editar).

 

Dina expressava-se por meio de muitas linguagens: Canto (em diversos estilos: Pop, Rock, Funk, etc.), instrumentos, performance vocal e corporal,... Uma riqueza cultural que somente será totalmente conhecida através do tempo. Hoje destacamos a sua faceta 'scatter'.

 

Dina (1956), uma pioneira da Música em Portugal em muitíssimas vertentes, desde muito jovem pegou na guitarra que havia lá por casa, dos irmãos mais velhos, e em vez de tocar e cantar canções que estavam na berra, começa a buscar sons na guitarra. É assim que, ainda estudante do 3º Ciclo e Secundário, começa a compôr e a cantar 'scat' (vocalizar sílabas 'nonsense'). A cantar 'scat' é que Dina faz a maquete para entregar à/ao letrista, acompanhado de alguns motes (frases). É sobretudo ao vivo que, no improviso, o canto 'scat' é caracterizado, mas ao longo de toda a discografia de Dina ele também está presente, desde o início, pelo menos desde o EP de 1976, Dina recorre ao 'scat' nas 4 canções do vinil. Possivelmente no seu primeiro trabalho discográfico de 1975 Dina tivesse já revelado ao "grande público" essa arte inusual em Portugal.

 

Ficam aqui três vídeos de compilações de concertos e actuações de Dina, onde está patente a performance 'scatter' de Dina:

 

Para conhecer alguns nomes do canto 'scat', a Wikipedia compilou alguns.

 

Para conhecer algo mais daquilo que é o canto 'scat', o poeta brasileiro Eucanaã Ferraz explica-o no seu programa radiofónico  "A Voz Humana", recorrendo a exemplos de cantores norteamericanos do Jazz.

 

Para fazerem o paralelísmo, vejam este vídeo de Ella Fitzgerald, considerada a Rainha do Scat lá pelas Terras do Tio Sam: 

 

A Ilha do Tesouro (Dina e José Mário Branco)

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(clicar na foto acima, de Dina com José Mário Branco em 1990, para ouvir a música)

 

No dia da partida de José Mário Branco, lembramos a canção "A Ilha do Tesouro", que fez parte do álbum Aqui e Agora (1990) e que tem a letra deste prestigiado senhor, assim como a música e voz da eterna Dina.

Recordamos que o José Mário Branco e Dina eram sócios da cooperativa cultural UPAV, que era considerada pelas discotecas de então como uma cooperativa marginal, assim como os sócios... Os "tentáculos das multinacionais" acabariam por assassinar os fins nobres da UPAV e dos seus sócios, pouco depois do seu nascimento em 1990!

Infelizmente, esta música no canal oficial do Youtube está 'riscada' (assim como mais duas deste mesmo álbum), por esse motivo fica aqui o áudio ao vivo do concerto de Dina no Teatro da Trindade em 1997 (clicar na foto acima, que ilustra este texto).

Em jeito de desabafo, sem desprestígio e ofensa para com o Carlos do Carmo, que tem e merece todo o respeito do Mundo!, se o representante da UPAV na Eurovisão de 1992 tivesse sido o José Mário Branco, tendo em conta a sua personalidade e carisma, este não deixaria acontecer a atitude machista da RTP de boicotar a presença no cocktail de boas-vindas da Dina e da Rosa Lobato de Faria (intérprete e autoras da canção que representavam as cores de Portugal desse ano!), entre mais alguns, igualmente grosseiros, que fez com que a Delegação ficasse mal vista às restantes. E o resultado acabaria por ser espelho disso,já que naquele então eram elas que votavam e não o público.

Bem-Haja e Descansa em Paz, José Mário Branco!

 

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Soa Bem: Dia Mundial da Língua Portuguesa

A proposta do Dia Mundial da Língua Portuguesa, submetida ao Conselho Executivo pelos nove países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, contou com o copatrocínio de mais vinte e quatro países de todos os continentes e regiões do mundo, e, agora, com o endosso dos cinquenta e oito membros do Conselho Executivo.

 

A deliberação final cabe ao órgão mais representativo da UNESCO, a Conferência Geral, que congrega os cento e noventa e três Estados-membros, na sua 40º sessão, que se realizará de 12 a 27 de novembro de 2019.

 

A importância e riqueza da Língua Portuguesa está bem patente neste Soa Bem, canção de Dina (cantora e compositora) e na letra de Rosa Lobato de Faria, que serve de hino ao Dia Mundial da Língua Portuguesa e de um incentivo positivo à deliberação que irá acontecer por estes dias. Soa Bem, a Língua Portuguesa!

 

 

Diversidade no Cancioneiro (Hinário) de Dina

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O cancioneiro de Dina - cantora, compositora e instrumentista (guitarra) - está repleto de canções, diria antes de autênticos hinos, que apelam à visibilidade, motivação, liberdade, superação e celebração da Vida ("Dinamite", "Por Alto Mar", "Ilha do Tesouro", "A Cor da Vida", "Guarda-Chuva",...), à diversidade e empoderamento feminino ("Deixa Lá", "Lençóis de Vento"), de canções que desvendam o Amor no seu estado mais puro ("Guardado em Mim", "Por Causa do Teu Olhar", "Retrato", "Acordei o Vento",....) ou mais atrevido ("Tafetá", "Aqui Estou") ou mesmo com a fantasia e magia próprias de um conto de fadas (“Amor d’Água Fresca”, "Aguarela de Junho", “Que É de Ti",...), canções onde a pura Poesia toma um lugar de destaque ("Arquitecto", "Suco Açúcar"), canções de carácter interventivo ("Desamparem-me a Loja"), que falam de coisas simples e pequenas da Vida ("Pássaro Doido", “Ai, A Noite”, "Vitorina"), de sítios ("Carregal do Sal", "Esta Manhã Em Lisboa"), do orgulho em ser Português ("Soa Bem"),... Enfim, cantos e clamores da alma de Dina que nos fazem sonhar e pensar e nos transformam em uma pessoa melhor, como se de sessões de coaching se tratassem! Obviamente, as letras são acompanhadas de belíssimas melodias 'sui generis', essa estética tão própria de Dina, em estilos ricos e diversos (Rock, Pop, Folk, Funk, Jazz, World Music, Soul, Trova...) , e, claro está, do timbre e voz característicos e ímpares de Dina. Falar de Dina não é só falar da sua Música etérea,do pioneira que a Dina foi em Portugal (primeira cantora e compositora, que se fazia acompanhar da guitarra) mas é obrigatório focar os seus princípios, todo esse seu lado humano e altruísta, com um coração largo que abraçou várias causas nobres, a sua ternura, a sua inocência no acreditar e fazer do Mundo um lugar melhor! O seu legado fica entre nós, a descoberto, para ser conhecido por quem não o conhece e para seguir a ser apreciado por aquelas pessoas que o conhecem e desfrutam de bom grado. Urge voltar a devolver ao público esse material, incluindo obviamente os vários inéditos (em português e inglês), mesmo que sejam só com voz e guitarra (e já não chega?). Mais uma vez, a minha gratidão e um grande Bem-Haja, Dina... Aqui, agora e sempre!

Dia de Portugal

No Dia de Portugal, recordamos uma homenagem de Dina à sua terra Natal, Carregal do Sal (concerto de 1997). Neste Dia de Portugal, também fazemos Memória do talento da eterna compositora e cantora Dina, uma Portuguesa de alma e coração, entregue a causas nobres.

 

 

Dina: Primavera Eterna

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Família, amigos e fãs esperavam o milagre... Que não aconteceu. O marulho dessa onda de nome Dina – Ondina Maria Farias Veloso – não era imperceptível, era poderoso, em tudo idêntico a um tsunami! Dina tinha objectivos claros, que passavam por criar ondas com a sua Música (que é intemporal!), agitar as águas da Sociedade e das mentes para não ficarem chocas. Dina abraçou tudo e todos num gesto Universal e Humanista, com o seu conhecido coração largo.

 

Uma grande Mulher e Persona que a Dina foi, digo, é - à uma Glória não se diz adeus, pois ela é eterna, - exemplo de Valores, Coragem, Amor, Entrega, Dedicação. Dina nasceu na Primavera de 1956 e acreditava, com alguma inocência, no Bem dos demais, que os outros eram também pessoas de Bem. Mas apesar de ter começado a editar música em 1975, já num Portugal dito livre e democrático, o lápis azul da censura se manteve e mantém, sinal de um suposto poder que há quem teime em demonstrar ter, não respeitando a Liberdade de terceiros. Dina sofreu na pele a censura de pseudopoderosos, que a proibiram de fazer canções e as cantar em plena época de liberdade de expressão. Até parece mentira, mas a liberdade que temos não passa de uma aparência de Liberdade, algo semelhante à Alegoria da Caverna...

 

Um mês depois da partida física de Dina, também em plena Primavera, o coração continua a meia haste e assim permanecerá ad eternum, derivado à interrupção da sinfonia desta carismática Vida, de uma forma tão abrupta e precoce. Dina encontra-se agora na Primavera Eterna.