Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016

Dina condecorada em Carregal do Sal

dina agraciada medalha ouro_carregaldosal_18julho2

Aconteceu a 18 de Julho de 2016, durante as celebrações do Dia do Município de Carregal do Sal. Ondina Maria Farias Veloso, mais conhecida por Dina Veloso, foi distinguida com a Medalha de Mérito Municipal Cultural, Grau Ouro, «por toda uma vida entregue ao mundo da música, tendo sido atraiçoada, recentemente, por uma fibrose pulmonar que a obrigou, precocemente, a terminar os 40 anos de uma carreira musical genuína e jeito peculiar, que soube sempre ligar às suas origens». Um reconhecimento merecido. A entrega da medalha e do respectivo certificado foi feita pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, e pelo Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Rogério Mota Abrantes. Lembre-se que Dina fez concertos beneméritos na sua terra natal, em que o total angariado chegou a ser, por exemplo, para os Bombeiros Voluntários locais. [Fonte]

dina agraciada medalha ouro_carregaldosal_18julho2

dina agraciada medalha ouro_carregaldosal_18julho2

 

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Domingo, 27 de Novembro de 2016

Rescaldo DINAMITE no Vodafone Mexefest (act.)

DINAMITE_1.jpgFoto: julia.pt

 

O balanço da participação de DINAMITE no Vodafone Mexefest foi bastante positivo:

 

"Terminámos com Dinamite, um espectáculo muito animado de homenagem à compositora e intérprete Dina onde não faltaram vozes femininas bem conhecidas do público português como Ana Bacalhau, Da Chick e Márcia. No fim o público do Tivoli BBVA juntou-se à festa com a música “Amor de Água Fresca”. Um concerto a que não faltou nem a boa disposição nem a própria Dina, que celebra 40 anos de carreira"

julia.pt

DINAMITE_2.jpgFoto: julia.pt 

 

"Em palco, artistas como Márcia, Alex D’ Alva Teixeira ou Ana Bacalhau não se cansaram de destacar a riqueza e diversidade das suas composições [de Dina], razão para que, neste espetáculo idealizado por Gonçalo Tocha, tenham cabido participantes também eles tão distintos, argumentou a cantora dos Deolinda. (...) Por fim em palco com todos os membros deste tributo – incluindo com a Banda Dinamite, o quarteto reunido para o efeito – Dina mostrou-se grata por uma homenagem que parece tê-la surpreendido e emocionado com igual intensidade. «Dinamite», a canção, novamente interpretada em espírito comunal, foi o pretexto ideal para todos os abraços que deu e recebeu no adeus"

Blitz (inclui reportagem fotográfica)

 

"No mesmo local [Teatro Tivoli BBVA] onde na sexta-feira se viveu um dos momentos mais animados da primeira noite, com o espetáculo Dinamite, que juntou nomes como Ana Bacalhau (Deolinda), Mitó (A Naifa), Márcia, Da Chick, B Fachada, D"Alva, Tochapestana ou Best Youth à volta da música de Dina. A plateia, bastante composta mas não esgotada, cantou e dançou do princípio ao fim, numa mais que merecida homenagem a uma das mais talentosas (e injustiçadas) compositoras do pop-rock nacional"

DN

 

"O Tivoli estava a receber com curiosidade Dinamite, uma homenagem à cantora Dina, que estava presente e até se juntou à festa no fim. Para dar voz às canções da Dina juntaram-se artistas de hoje que iam alternando por vezes a solo, dois a dois ou em conjunto, com ou sem banda. Ana Bacalhau, Márcia. D'Alva, Best Youth e Mitó, entre outros deram um concerto muito animado, com direito a pessoas em pé a aplaudirem vários temas. Ouviu-se o álbum integral Dinamite mas não só, num espetáculo cheio de cumplicidade, alegria, talento e cor"

Destak

 

"No teatro Tivoli BBVA Dinamite trazia uma panóplia de (bons) artistas nacionais em jeito de celebração da carreira de Dina. Afinal, e como os dois concertos especiais que antecederam o Mexefest comprovaram, a trajetória de Dina não parou no “Peguei, trinquei e meti-te na cesta”"

musicfest

 

"Um dos concertos mais emblemáticos da noite aconteceu no Tivoli com o projeto Dinamite, homenagem à arte musical de Dina, presente e assim celebrada por grandes nomes da atualidade musical e de géneros diferentes. Nas palavras de Ana Bacalhau, uma das artistas envolvidas, só uma obra de arte como a de Dina seria possível juntar num projeto tantos artistas, tão diferentes nas suas construções musicais e com tanto prazer a subir ao palco, cantar e inovar, os sons que nos são tão familiares da década de 80. A alegria de todos e a sintonia no jogo de vozes e interpretação valeu um espetáculo memorável, com sala cheia e público alegre e envolvido"

-  Canela & Hortelã (inclui reportagem fotográfica)

 

VIDEO: Momentos musicais para (re)viver (colocar o ponteiro do rato sobre a imagem para o video "arrancar"): Desamparem-me a Loja, Há Sempre Música Entre Nós, Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim e Dinamite (com Dina!).

 

 

A música de Dina é de facto intemporal e intemporal foi também este concerto DINAMITE III (venham mais!), com todas e todos aqueles que acordaram a voz e os instrumentos: Ana Bacalhau, B FachadaBest Youth, Da Chick, D´Alva, MárciaMitó, TochaPestana e Manuel Dordio, David Santos, David Pires e João Gil,do quarteto fantástico da banda DINAMITE. Prova superada!

dina_dinamite III_25Nov2016.jpg

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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016

Dina à conversa com o Expresso + DINAMITE III

A pretexto de mais um concerto Dinamite - Concerto Celebração da Vida e Obra de Dina, já no dia 25 de Novembro no Festival Vodafone Mexefest, Dina conversa com Bernardo Mendonça, n'A Beleza das Pequenas Coisas (Expresso online). O Teatro Tivoli BBVA será o palco, às 22h40, onde se replicará a homenagem à compositora, instrumentista e cantora Dina, e onde contaremos e cantaremos com Ana Bacalhau (Voz), B Fachada (Voz e Viola Braguesa), Best Youth (Voz e Guitarra), Da Chick (Voz), D´Alva (Voz e Guitarra e Programações), Márcia (Voz), Mitó (Voz) e TochaPestana (Voz, Guitarra e Programações). Um momento imperdível!

Dina_dinamite_gift.gif

 

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Quinta-feira, 31 de Março de 2016

Concertos DINAmite - Ecos

dina_rivoli1.jpg

Uma compilação do que foi dito sobre os concertos DINAMITE em Lisboa e no Porto (com fotos/vídeos):

»» Lisboa (Teatro São Luiz)

» altamont (com fotos)

» Festivais da Canção (com fotos e vídeos)

» Nuno Carvalho (fotos)

» SAPOMAG (com fotos e vídeo-entrevista à Dina)

» Jornal HARDMUSICA (com fotos)

 

»» Porto (Teatro Rivoli)

» TSF (com fotos);

» Porto. (com fotos) 

» ESCPortugal (com fotos e vídeo-resumo de alguns momentos)

» Agência de Informação Regional - Norte (com vídeo)

» Glam Magazine (fotos)

 

Bem-Haja à todos estes Média pela cobertura fantástica do Evento DINAmite!

 

publicado por zonaDINAmica às 18:57
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Dina em entrevista - ionline

Dina. “Se soubesse que podia dizer ‘não’ teria dito que não ia ao Festival da Canção”

CLÁUDIA SOBRAL - 21/03/2016

 

dina2.png

O último concerto já foi há três anos e foi um último concerto perfeito. Gonçalo Tocha pediu-lhe mais um, de homenagem, para revisitar “Dinamite” – e fechar um ciclo 

 

Nunca nos entrou na cabeça em crianças por que é que Dina cantava kiwi com u em vez de v. Também queríamos muito uns brincos iguais àqueles, de qualquer forma não foi para falar de “Amor de Água Fresca” que nos encontrámos com ela no São Luiz, em Lisboa, que em 40 anos de carreira cabe muito mais do que isso. É aqui que amanhã à noite Ana Bacalhau, B Fachada, Best Youth, Da Chick, D’Alva, Márcia, Mitó, Samuel Úria, Tochapestana, Manuel Dordio, João Pinheiro, David Santos e João Gil se juntam a Dina para revisitar “Dinamite”, o seu primeiro disco, “álbum seminal da música moderna portuguesa que passou despercebido no seu tempo”, num concerto que (juntamente com o de dia 24, noRivoli) marcará oficialmente o encerramento da sua carreira.

Quando olha para trás qual é o momento mais importante?

Houve vários. Desde 1980, quando participo no Festival da Canção e os próprios jornalistas que estão a cobrir o certame têm necessidade de criar um prémio. O prémio revelação foi criado pelos jornalistas, tenho lá em casa um papel do “Se7e”, do “Correio da Manhã”, dos jornais da altura. Tive vários momentos importantes. Valeu a pena? Valeu. Pena é que tinha vontade de continuar e não posso. Posso como compositora, como cantora está fora de questão.

Tem muitas músicas na gaveta. Alguma dessas merecia mais estar nalgum dos seus discos do que as que ficaram?

É sempre difícil responder a isso. Quando acabamos de gravar um disco já estamos insatisfeitos. Por que é que não fiz aquilo de outra maneira, por que é que fiz assim o disco, com esta faixa em vez de outra? 

Depois dessa primeira participação no Festival da Canção grava “Dinamite”.

É o meu primeiro álbum. Estava a trabalhar só focada nesse álbum, não queria festivais nem nada disso. É um álbum que está repleto de coisas fantásticas mas passou um bocado ao lado, quase invisível, porque eu não sabia que podia dizer não. 

Está a falar de quando foi pela segunda vez ao Festival da Canção.

Exatamente. Cantar duas canções do LP “Dinamite”, que na altura não queria mesmo. Ainda gravei o “Pássaro Doido” e depois o single “Há Sempre Música Entre Nós”, que era o que eu queria levar ao Festival da Canção – e aí, sim, acho que teria corrido bem, não sei o que aconteceu, se calhar perdeu-se nos corredores, se calhar ninguém a mandou, não me interessa. Para as pessoas a Dina é o “Amor de Água Fresca” e “Há Sempre Música Entre Nós”, mas tenho uma discografia mais vasta e bem puxada. Daí o Gonçalo Tocha ter pegado naquele disco, “Dinamite”, que ninguém sabe que existe - a não ser os curiosos.

Estava a dizer que não sabia que podia dizer não.

Se soubesse que podia dizer “não”, teria dito que não ia ao Festival da Canção. Concorreram com três canções do LP à revelia, sem eu saber. E quando chegaram todos entusiasmados a dizer “apuraram-te três canções”, fiquei zangada. Devia ter dito que não. Não se faz isto, mas aí foi a minha ignorância.

Era outra época.

Claro. Não gostei mesmo nada do que aconteceu, mas achei que não tinha saída. Etinha, isto nos dias de hoje era impensável. Mas a partir daí nunca mais me endireitei. Ainda gravei o “Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim” mas depois perdi o fio à meada, fiquei desmotivada e foi complicado retomar a confiança. Senti-me traída... Percebi anos mais tarde por que é que isso tinha acontecido.

Mas isso condicionou a sua carreira?

Não foi só isso. Tenho a certeza que fiquei aquém do que poderia ter sido, podia ter feito muito mais coisas. E a culpa aqui não é só disso, houve coisas que não soube gerir. Senti-me sempre um bocado isolada e houve coisas que fiz bem e coisas que fiz muito mal. Mas há uma coisa de que tenho a certeza: nunca defraudei quem gostou de mim desde a primeira vez, porque o trabalho é sempre muito... tem uma marca, tem um registo. E quando o Gonçalo Tocha fez o repto a toda esta gente [para o concerto], eles conheciam-me todos. Não tinham a noção de todo o meu trabalho, mas tinham alguma. Esta malta toda que vai cantar, podiam ser meus filhos. E para mim isto é uma honra, ficarei eternamente grata. Houve uma empatia muito grande quando o Gonçalo descobriu o disco e disse “giro, giro era tu gravares connosco”. Foi aí que tive que lhe contar que estava com um problema respiratório. E foi aí que ele disse: “Então vamos fazer uma celebração da tua música, já que não podes cantar”.

Mas vai cantar pelo menos uma?

Vou, tem que ser.

Qual?

Não digo! [risos]

Tem aquela coisa de num dia lhe apetecer mais uma que outra?

Não, tem mesmo a ver com os problemas respiratórios. Por exemplo, os dias mais húmidos são extremamente complicados. Levanto-me e já terminou o dia para mim. Imagine o que é estar o dia todo dentro de um colete de forças, sempre apertado.

Como é que foi quando descobriu que tinha fibrose pulmonar?

Sabe que os pulmões são um órgão muito emocional e em 2006 perdi dois irmãos, um em março, outro em julho. Perder os pais é uma coisa de que não estamos à espera mas faz parte da vida, os irmãos... eles crescem connosco. E eu sentia aqui um peso, pensei que era angústia, porque não conseguia respirar, fui ao médico e como não sou fumadora ele não viu grande coisa mas disse “vamos fazer uma TAC”. E na TAC não houve sombra de dúvidas. Mas ainda conseguia andar de bicicleta quando ia a Carregal do Sal, sentia-me cansada mas não tanto.

Então quando percebeu que tinha que deixar de cantar?

Há três anos dei o último concerto, na Figueira da Foz. Entretanto perdi outra irmã, em 2012, foi muito complicado gerir porque tive dois meses e pouco para me preparar para isso, desde que ela adoeceu. Mas conseguia fazer os concertos. A 22 de setembro faço esse concerto e parecia que havia ali uma magia qualquer. O casino estava cheio, eu, duas guitarras e um piano. Fantástico. Nem me senti cansada. No dia seguinte estava de rastos. E depois, nos ensaios, percebi que já não conseguia. Não conseguia afinar. Uma pessoa tem que ter pulmão para aguentar a nota. Depois foi piorando e não consigo, não consigo mesmo.

Acha que podia ter sido outra coisa?

Gostava de ter sido médica mas médias, xau, mas gostei sempre muito de música. A primeira vez que peguei numa guitarra, aos 14 anos, comecei logo a tentar compor as minhas coisas, não queria cantar as dos outros. Comecei, logo em duas cordas, a querer fazer aquilo que ia na minha cabeça, portanto acho que mais cedo ou mais tarde aquilo ia revelar-se. 

Como é que veio para Lisboa?

A minha irmã mais velha veio cedo para Lisboa trabalhar. Eu vinha de vez em quando, mas definitivamente vim em 1977, 78, para o Senhor Feliz e o Senhor Contente. A minha irmã conhecia bem o João Soares Louro, que nessa altura era presidente da RTP e havia [no “Nico no País das Maravilhas”] uma rubrica para dar lugar aos novos. Fui aos livros lá de casa, encontrei um poema do António Gedeão que musiquei e foi isso que levei ao programa. Depois saiu uma crítica do Mário Castrim, que dizia mal de toda a gente e de mim disse maravilhas. Apresentei-me na Polygram a cantar umas canções num inglês mal amanhado, o Tozé Brito ouviu e disse “tens quem te faça a letra?” Tinha o Eduardo Nobre, que fez o “Guardado em Mim”.

E a história do CDS?

A história do CDS é mais tarde, em 95. Portugal estava num marasmo, mas sempre me estive a borrifar para a política, juro. Só que o Manuel Monteiro sabia que, para fazer passar uma mensagem, era preciso um discurso articulado. E conseguiu passar-me a mensagem: entrarmos no Tratado de Maastricht, deixarmos de ter a nossa moeda, temos que ser questionados em relação a isto. Daí a fazer-lhes o hino foi um passo. Nem cobrei. Mas não estou filiada em lado nenhum.

Já estamos sem tempo, mas não queria que nos despedíssemos sem falar do “Amor de Água Fresca”…

Principalmente para vocês que eram miúdos. Depois do lançamento do “Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim” lanço o álbum “Aqui e Agora”, que não agitou muito. Então foi aí que pensei: “Tenho que fazer uma canção para ganhar”. E fiz uma canção, pus nos auscultadores da minha filhota, ela cantou, e pensei “está feito”. A Rosinha [Lobato Faria] pôs-lhe o cocktail das frutas e ganhei com uma diferença…

E foi à Suécia.

E fui. A Malmö.

 

Fonte: www.ionline.pt/artigo/501112/dina-se-soubesse-que-podia-dizer-nao-teria-dito-que-nao-ia-ao-festival-da-cancao-?seccao=Mais_i

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Sexta-feira, 25 de Março de 2016

DINAMITE ontem no Rivoli (Porto)

dinamite.jpg

 

Ontem realizou-se no Teatro Rivoli (Porto) o último concerto DINAMITE - Celebração da Obra e Encerramento de Carreira de Dina. Não foi, de todo, uma despedida. O Ambiente era de festa. Festa da Música, da Cor, da Poesia, numa explosão de sensações e sentimentos... Dai ser tão difícil reduzir o que aconteceu em palavras... Palavras essas, para já, de agradecimento:

 

- Ao Gonçalo Tocha, o mentor destes concertos em Lisboa e no Porto e por ser o pontífice entre a Música de Dina e a nova geração de cantores da Música Portuguesa, que, no momento do convite, logo deram o seu "Sim!" e abraçaram calorosamente o Projecto;

 

- À esses mesmos cantores da nova geração: Ana Bacalhau [Deolinda], B Fachada, Best Youth - que "aprenderam" (e muito bem!) a cantar em português, - Da Chick, D´Alva, Márcia, Mitó [A Naifa], Samuel Úria e os Tochapestana. Tanto de profissionalismo e talento como de humildade. Deram eco e o toque pessoal às canções de Dina, tanto na interpretação vocal como na presença em palco. Soberbos!

 

- À banda de músicos - os DINAMITE: David Santos, João Gil, João Pinheiro e Manuel Dordio. O Quarteto Fantástico;

 

- À Dina, que mesmo colocada na sombra por alguns, brilha como um sol de verão, que mesmo com limitações de saúde, exala Vida. Estamos sempre contigo! Continua a fazer aquilo que sabes fazer bem, que é compor e (agora dentro do possível) cantar... Para nós;

 

- Aos fãs, que marcaram presença no São Luiz e Rivoli, tornando este sonho real... E um enorme sucesso!


O Concerto de ontem, ainda com as cortinas fechadas, começou com um "totalmente inédito" de Dina, em voz-off, pela própria. Uma balada que à segunda volta já se trauteava automaticamente o refrão. Ao longo do concerto, um outro "totalmente inédito" de Dina surgiu, mas desta vez foi uma canção a rasgar, interpretada pela nova geração de cantores, sendo a voz principal de Da Chick.


As canções apresentadas foram dos mais diversos estilos, algo que é tão natural em Dina, que surpreenderam positivamente  pela forma como, mais ou menos arrojada, foram encarnadas pelos cantores e músicos.

 

Se tudo correr como o planeado, em breve haverá umas boas surpresas para os fãs, que serão as “palavras” que acondicionam tudo o que de veras aconteceu nos concertos DINAMITE.

 

Não quero terminar o texto sem destacar o João Dias, criador da pintura a óleo que ilustra o cartaz oficial do Evento, assim como outras e outros que também fizeram acontecer estas duas noites.

 

Bem-Haja a todos!!

 

 
 
publicado por zonaDINAmica às 10:57
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Quinta-feira, 24 de Março de 2016

Rescaldo do São Luiz, pelo SAPO

» Hoje, 24 de Março, Dina estará no Teatro Rivoli no Porto pelas 21h30, com o projecto DINAMITE, onde uma nova geração da Música Portuguesa (David Santos,Maria Antónia ( Mitó), Manuel Dordio, Márcia Santos,Samuel Úria, João Pinheiro, Ana Bacalhau, João Gil, TOCHAPESTANA, D'alva, Best Youth, DA CHICK e B Fachada) dará eco às canções de Dina.

Recordamos através de fotos e textos a Festa DINAMITE no São Luiz, que foi no dia 22.

» Uma pequena entrevista à Dina antes do mesmo concerto (pelo SAPO): 

 

» Concertos de homenagem à Dina (destaque do SAPO)

» Destaque dos Concertos DINAMITE, pelo SAPO (despedida dos palcos)

» Destaque do concerto no São Luiz, pelo SAPO (Um adeus...)

 

Bem-Haja, SAPO, pela belíssima cobertura! 

 

publicado por zonaDINAmica às 08:33
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Terça-feira, 22 de Março de 2016

Dinamite. Dina deixa os palcos e passa o testemunho à nova geração (entrev. DN)

Ana Bacalhau, B Fachada ou Samuel Úria são alguns dos nomes que interpretam os temas da cantora sob "batuta" de Gonçalo Tocha

Foi a 22 de setembro de 2012, no Casino da Figueira, que Dina subiu pela última vez a um palco. Já lá vão quase quatro anos e desde então a cantora de Amor de Água Fresca, com a qual venceu o Festival da Canção de 1992, não mais voltou a atuar em público. Hoje regressa ao palco acompanhada de 15 músicos da nova geração, num misto de despedida e passar de testemunho num espetáculo - Dinamite - idealizado por Gonçalo Tocha, músico e realizador.

Ana Bacalhau (Deolinda), Mitó (A Naifa), Márcia, Da Chick, Samuel Úria, B Fachada, D"Alva, Tochapestana e Best Youth são alguns dos músicos em palco acompanhados por uma banda especialmente formada para esta ocasião, composta pelo guitarrista Manuel Dordio (They"re Heading West), o baixista David Santos (Real Combo Lisbonense e Tv Rural), o baterista David Pires (Pontos Negros) e o teclista João Gil (Diabo na Cruz, YCWCB e Vitorino Voador).

Apesar das baladas que a tornaram famosa, a obra de Dina vai muito para lá dos êxitos mais conhecidos, passando por estilos tão diversos como a canção de intervenção, a pop, a folk ou o rock. "É precisamente esse legado que se pretende celebrar", explica o músico e realizador Gonçalo Tocha, criador do espetáculo. Tudo começou há cerca de dois anos, quando Gonçalo pediu autorização a Dina para gravar uma versão dePássaro Louco, no disco de estreia dos Tochapestana. "Quando nos conhecemos sentimos logo uma grande empatia. Convidou-me para cantar, mas expliquei-lhe que não podia devido à doença", lembra Dina, que no entanto acabou mesmo por participar no disco. "Gostei muito da experiência, não só porque me senti completamente em casa, naquele ambiente de estúdio, mas especialmente por ter sido um momento de grande troca de afetos", afirma. Acabaram por ficar amigos e, aos poucos, a ideia de fazer um espetáculo de despedida para Dina começou a tomar forma na cabeça de Gonçalo, especialmente depois de Dina lhe ter oferecido a sua discografia.

"Confesso que não conhecia. O Dinamite, por exemplo, passou completamente ao lado do público na altura, mas era uma verdadeira obra-prima, bastante moderno para o seu tempo, pelo modo como mistura rock, funk e pop", admite Gonçalo, para quem há uma outra Dina, "muito para lá da imagem cristalizada das baladas e da guitarra acústica", ainda à espera de ser descoberta. "Quando as pessoas estão invisíveis, há muito mais para dizer. Não me interessava por isso recordar a história mais conhecida da Dina, mas antes contar aquilo que poderia ter sido se, por exemplo, esse disco tivesse sido ouvido com a atenção merecida na altura certa."

Nova leitura da obra

O espetáculo que hoje sobe ao palco do São Luiz e na quinta se repete no Teatro Rivoli, no Porto, é o resultado de ano e meio de trabalho. "Comecei por desafiar os músicos e só depois escolhi as músicas para cada um deles. A variedade da obra de Dina permitiu-me escolher um grupo de artistas muito heterogéneo. Alguns, como o B Fachada, o Samuel Úria, a Mitó ou a Ana Bacalhau, conheciam muito bem a obra da Dina, mas outros, como a Da Chick, que vai cantar dois temas mais funk, de início dos anos 80, não conheciam quase nada", explica Gonçalo. O único critério, além da variedade, foi serem artistas abaixo dos 40 anos, não contemporâneos de Dina, que cumpre 60 anos e 40 de carreira neste ano, de modo a dar "uma nova leitura" à sua obra.

Além da interpretação integral do primeiro álbum, Dinamite, os convidados irão ainda cantar "versões completamente novas" de mais outras 12 canções, escolhidas pelos próprios juntamente com Gonçalo Tocha. Foi "um orgulho" para Dina perceber que, melhor ou pior, todos eles conheciam o seu trabalho. "Lembro-me de que quando conheci o Fachada, há quatro anos, ele me apareceu com os meus primeiros dois discos debaixo do braço. São momentos que me deixam muito orgulhosa." Tal como o elenco deste espetáculo, composto, na opinião da cantora, "por artistas muito descomprometidos com o sistema, que têm trilhado o seu caminho com muita qualidade e autonomia. São comprometidos, isso sim, com o seu público e a sua música e isso é a maior liberdade que um artista pode ter", sublinha.

Uma despedida em beleza

O espetáculo serve também para Dina se despedir de vez dos palcos, como a própria assume. "Foi-me diagnosticada fibrose pulmonar há uns anos. É uma doença irreversível que, apesar de estar controlada, me impede de cantar devido ao cansaço e à tosse. A voz está perfeita, mais apurada até, mas a respiração não me deixa cantar", explica ao DN. "Sempre pensei que gostaria de dar uma explicação ao público para este súbito desaparecimento. Por isso, quando o Gonçalo me pediu autorização para fazer o espetáculo, aceitei logo e prometo que vou mesmo subir ao palco cantar um ou dois temas. É lindíssimo ter uma despedida assim, com as minhas canções a serem cantadas por estes artistas tão talentosos."

Para Gonçalo Tocha, trata-se, isso sim, de "um encerramento de carreira muito digno", com um espetáculo que não só recupera o repertório mais desconhecido da cantora como também o apresenta a um público mais novo. "A Dina foi a primeira grande compositora da pop nacional e esta dualidade de ter toda uma nova geração de músicos a tocar a sua música é muito importante. É isto que dá valor artístico e histórico a estes concertos."

Teatro São Luiz, Lisboa, hoje às 21.00 Bilhetes de 9 euros a 17 euros

Teatro Rivoli, Porto, 24 março, quinta-feira, 21.30. Bilhetes a 10 euros

 

Fonte: http://www.dn.pt/artes/interior/dinamite-dina-deixa-os-palcos-e-passa-o-testemunho-a-nova-geracao-5088447.html

 

publicado por zonaDINAmica às 16:50
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Dina, cantora de toda a gana (jornal Público)

É outra vez tempo de descobrir Dina, cantora de toda a gana

Afastada dos palcos devido a problemas de saúde, Dina é homenageada por um conjunto de músicos capitaneados por Gonçalo Tocha, esta terça-feira em Lisboa, quinta-feira no Porto. O espectáculo de encerramento da carreira da cantora volta a apresentarDinamite, o disco que ficou por ouvir.

dina_casa.jpg

Gonçalo Tocha descobriu Dina entalada entre Julio Iglesias eTintarella di Luna numa colectânea das Selecções do Reader’s Digest. E escrevemos que descobriu porque aquela Dina rockeira não era a cantora que qualquer nascido na década de 1970 conhece de cor dos tempos áureos do Festival da Canção. Tocha, um assumido apaixonado e garimpeiro de discos de cantores desconhecidos, entusiasta de um lado B da história da música popular, ficou fascinado com a canção Pássaro doido e com uma faceta de Dina que remetia, afinal, para essa história alternativa que não vingou.

O entusiasmo foi tanto que o seu duo de música popular Tochapestana procurou Dina para lhe pedir a bênção para a versão de Pássaro doido que queriam incluir no álbum Música Moderna. “Nunca tinha imaginado que iria conhecer a Dina um dia”, confessa Tocha numa conversa a três com o PÚBLICO e a cantora num café em Alfornelos, perto da casa da voz de Amor de água fresca. “Liguei-lhe para falarmos com ela e tinha a esperança de que se o nosso encontro corresse bem podíamos ter a sorte de ela participar na canção.”

Dina (Ondina Veloso de seu nome) não estava propriamente a contar com cantorias do seu lado, achava-se antes “superencantada por malta desta idade conhecer o Pássaro doidoe querer regravá-lo”. “Fiquei inchadinha, orgulhosa e gostei logo deles pela forma como me abordaram.” Mas perante a intenção dos Tochapestana em levá-la para estúdio, teve de alertar Tocha para as suas limitações físicas, decorrentes de uma fibrose pulmonar que a afastou dos palcos. “É tramado até para quem fala, quanto mais para quem canta”, ri-se Dina. Só que o à-vontade com o duo foi tão instantâneo que puxou da sua melhor voz de mulher do rock e gravou o tema à primeira, surpreendendo-se até com a sua prestação. “Fiquei muito grata”, lembra a cantora. “Durante três dias respirei tão bem...”

Seria Dina, mais tarde, a passar a Gonçalo Tocha o álbumDinamite – sucessor do single Pássaro doido/ Amar sem aviso.Mais uma vez, Tocha ouvia ali uma grandiosidade apenas proporcional à injustiça do seu apagado lugar no panteão da música portuguesa e, tomando contacto com a obra da cantora para lá das canções firmadas no imaginário popular, o músico e realizador foi percebendo que Dina se retirara dos palcos sem um merecido momento de celebração e de homenagem. Sem poder contar com a voz em palco da grande protagonista, Tocha juntou uma chusma de cantores – Ana Bacalhau (Deolinda), Márcia, Samuel Úria, B Fachada, Alex d’Alva, Da Chick, Catarina Salinas (Best Youth), Mitó (A Naifa) e os próprios Tochapestana – nos concertos que esta terça-feira em Lisboa (Teatro São Luiz) e quinta-feira no Porto (Rivoli) marcam o encerramento da carreira de Dina.

Não por acaso, o espectáculo intitula-se Dinamite. O álbum homónimo, lançado em 1982, tinha por missão apresentar Dina para além da “miúda de calças de ganga, colete e guitarra”, como a própria se descreve, a que o país se rendera dois anos antes ao vencer o festival com Guardado em mim. “Dinamite seria a minha afirmação como cantora e compositora”, lembra Dina. “Mas foi mesmo uma coisa dolorosa. Não queria mais festivais, queria dedicar-me ao álbum e, de repente, sem ser tida nem achada, vejo três canções submetidas ao Festival da Canção, apuraram duas e mataram o álbum. Não se podia misturar as coisas e o meu primeiro álbum não podia passar por ali.”Dinamite ficaria reduzido, aos ouvidos do público, ao Gosto do teu gosto, que perderia o festival para o duelo entre as (vencedoras) Doce, com Bem bom, e Cândida Branca Flor, comTrocas e baldrocas.

Gosto do teu gosto”, diz Dina, “era uma fruta fresca, uma canção muito leve” que tinha composto na Bulgária e que só por insistência de António Pinho ganhou uma letra, uma vez que a autora a imaginava como instrumental. “Ainda por cima é uma canção gira, mas cansativa como tudo”, diz. “Só que não revela o disco.” Ao invés de chamar a atenção para os diferentes registos que Dinamite explorava e que pretendia lançar uma nova luz, mais abrangente, sobre a natureza de Dina enquanto compositora e intérprete, a canção a que as rádios naturalmente deitaram a mão limitava-se a confirmá-la como a cantora dos festivais, votando o resto do álbum ao esquecimento e deixando Dina profundamente magoada com todo o processo. “E é pena”, comenta Tocha. “Acho que se o álbum tivesse sido ouvido na altura, tinha sido um marco da época, porque era uma mulher compositora a fazer tudo aquilo, do rock muito bom ao funk. É um álbum muito poderoso, com atitude.”

Há, por isso, neste espectáculo, uma espécie de ajuste de contas com o passado. Ou, melhor dizendo, uma nova apresentação de Dina ao público tal como deveria ter acontecido com o lançamento original de Dinamite. Sem travo passadista, mas uma nova oportunidade de Dina se voltar a libertar e mostrar “outras coisas em que se via que era uma cantora com uma atitude bem mais solta e marada da cabeça”.

A gana lá dentro
A gravação em 2014 com os Tochapestana “veio agitar emocionalmente coisas que já estavam de lado”. Recordações que Dina guardara a um canto, longe da vista, depois que o diagnóstico de fibrose pulmonar há nove anos – coincidindo temporalmente com a morte de uma irmã – a aconselhara a recato. Foi para não agravar o seu estado de saúde, precisamente, que em 2012 “arrumou as chuteiras”. Embora ainda encontre diariamente razões de sobra para compor novas canções, e sonhe ainda com a edição de um álbum inédito que recuperaria temas de 2002 e “algumas canções mais recentes muito bonitas” que daria a cantar a outras vozes, a música carrega tanta felicidade quanto frustração na sua vida.

Dina não apenas sabe que a sua carreira poderia ter sido outra, como as actuais limitações físicas a obrigam a desabafar a falta de sentido na sua condição – “que coisa tão má de se fazer a uma pessoa que gosta de cantar”, diz, sem verbalizar o destinatário. Pensa na longevidade de palco de Simone de Oliveira e pergunta-se porque não lhe coube a mesma sorte. Em momentos mais sensíveis, como lhe aconteceu recentemente numa viagem de carro em que o rádio desatou a debitar uma canção de LeAnn Rimes, não conseguiu conter-se. “Era uma canção em que ela puxa pela voz e vai lá acima, e aquilo desencadeou-me um ataque de choro, porque eu ia lá acima também”, conta. “E agora nem lá abaixo”, acrescenta com um humor que, assegura, a tem mantido longe de depressões. “É só esta grande chatice de não poder cantar, não poder exercer a minha profissão. E fica-se triste.”

Para se proteger, Dina adoptou uma dieta composta sobretudo por música instrumental: música clássica – “Não os Mozarts, que esses são obrigatórios e a gente conhece”, esclarece – e jazz interpretado por gente como Keith Jarrett ou Chet Baker, permitindo-se também dar ouvidos a Billie Holiday e Ella Fitzgerald. Num outro quadrante, de resto, foram as sonoridades norte-americanas e inglesas a cativá-la. Quando começou a cantar, nem tinha um especial gosto pela música portuguesa; era a música de Janis Joplin, Carole King, Creedence Clearwater Revival, Carly Simon, Eric Clapton, Elton John, Genesis ou “o álbum dos Pink Floyd das vaquinhas” que a faziam querer seguir-lhes as pisadas. Mesmo não percebendo “patavina do que diziam”, a atitude, a voz do cantor e a forma como se projectava na canção funcionavam como sedução.

Não espanta, assim, que Gonçalo Tocha oiça também na forma como aborda as canções algo de singular. E diz-lhe, olhos nos olhos: “O ataque que tu tens na frase, a forma como te atiras à letra é uma coisa rara nos dias que correm, em que há uma tendência para suavizar tudo para ficar agradável. Tu tens o agradável mas com toda a gana lá dentro.”



Na televisão

Tocha, o principal impulsionador deste espectáculo que leva Dina a fechar a carreira na mesma sala onde começou (o Festival da Canção realizava-se no São Luiz), identifica-a como a primeira cantora-compositora no feminino a abraçar a canção pop em Portugal. Para a sua geração, Dina era uma figura de constante presença televisiva. “Nessa altura [toda a década de 80, na verdade], aparecia muitas vezes na televisão, até já andava enjoada de mim mesma”, comenta a própria. Mas o certo é que esse período fez de Dina alguém de uma popularidade tão extraordinária que parecia íntima de qualquer lar português. “As primeiras memórias que tenho da Dina andam algures pelo final dos anos 80, início dos anos 90, com as inescapáveis Amor de água fresca e Há sempre música entre nós”, diz ao PÚBLICO Ana Bacalhau. “Ficou a ideia de uma cantora de canções orelhudas, dona de uma voz muito bonita e segura. Só mais tarde pude conhecer melhor o seu reportório e perceber a importância e diversidade do seu trabalho para a música portuguesa.”

E as canções orelhudas sempre foram, de facto, o forte de Dina. “As minhas músicas nunca são muito difíceis”, reconhece, lembrando que foi Jorge Palma a gravar “em três tempos” o piano de Guardado em mim. “Mas a simplicidade não quer dizer que seja banal.” A absoluta consciência dessa capacidade de atalhar no sentido do gosto popular através da melodia ficaria provada no seu regresso ao Festival da Canção em 1992, depois de um longo interregno discográfico – depois de Dinamite, Aqui e Agora, foi lançado apenas em 1991, na altura em que iniciou as colaborações com Rosa Lobato de Faria e João Falcato; por piada, classifica os álbuns como “bastante espaçados e passados”.

Após um lançamento pouco visível de Aqui e Agora pela UPAV (União Portuguesa de Artistas de Variedades), em que por “necessidade de afirmação se lançaram sete discos” de vários dos associados, entre José Mário Branco, Rodrigo ou Carlos do Carmo, a rádio, ainda assim, agarrou-se com unhas e dentes aAcordei o vento. Mas sentindo novamente que a atenção lhe escapava, Dina resolveu agitar as águas e virou-se para o terreno que conhecia melhor. Amor de água fresca, tema com que concorreu ao Festival da Canção, foi feita com o propósito claro de vencer. Se tinha a certeza de que assim seria depois de juntar acordes e melodia, mais certa ficou quando recebeu de Rosa  Lobato de Faria o “cocktail de frutas” na forma da letra. Não falhou.

A partir daí, depois de uma primeira experiência em Vila Faia, Dina passa a compor sobretudo para bandas sonoras de telenovelas (Telhados de Vidro, Filha do Mar, Sonhos Traídos), como que reforçando a ideia de que a sua música encontra sempre um caminho até à televisão. Mas porque Dina revela um especial gozo e facilidade em responder a encomendas, quer para telenovelas quer para partidos políticos – a convite de Manuel Monteiro compôs para o CDS e para a Nova Democracia. Mas nestas duas datas, terça e quinta-feira, a intenção é a de que, seDinamite não apresentou Dina na altura devida, possa agora ser integrado no cancioneiro popular pela mão de uma outra geração. “Não é voltar atrás”, frisa Tocha, “é dar vários passos à frente”.

Fonte: https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/e-outra-vez-tempo-de-descobrir-dina-cantora-de-toda-a-gana-1726823?page=-1 

publicado por zonaDINAmica às 16:39
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Domingo, 20 de Março de 2016

Destaque dos Concertos DINAMITE

Eis o levantamento de alguns Sítios que falam dos concertos DINAMITE:

» Agenda Cultural de Lisboa

» Agenda Cultural do Porto

» allevents.in

» Antena 3

» dezanove.pt

» ESCPortugal

» Espalha Factos

» Festivais da Canção

» Glam Magazine

» Guia do Lazer - Público

» Locale

» musicfest

» Reino dos Bonifacios

» Rivoli Teatro Municipal do Porto

» São Luiz Teatro Municipal de Lisboa 

...

 

Um grande Bem-Haja a todos estes Sítios e aos outros aqui não mencionados, mas que também deram eco deste Evento.

 

Um enorme Bem-Haja também a ti, Dina, por nos teres brindado com as tuas canções ao longo destes 40 anos. Foram elas, com o teu timbre e o teu estilo único e autêntico, motor  e inspiração para a nossa Vida, por vezes (também) emperrada. Mesmo para aqueles que não sabem de quem é a música que estão a ouvir – a tua, - vincas um antes e um depois, através dela, na vida deles, na vida de cada um que te ouve. 

 

Se se pode denominar de erro, o teu "erro" foi mesmo teres tido coragem para seres pioneira em Portugal, em áreas reservadas ao universo masculino:

- A primeira mulher que compõe as suas próprias canções;

- A primeira mulher mediática a levantar a voz contra a discriminação sexual;

- A primeira mulher a compor e a interpretar um hino para um partido político.

 

Dentro do possível, as melhoras e continua a deliciar-nos com as tuas composições e voz.

dina_80sb.jpg

 

publicado por zonaDINAmica às 11:20
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