Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2017

25 anos de Amor d'Água Fresca (III)

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Antes da partida para Malmö, na Suécia, tras ter vencido o XXIX Festival RTP da Canção com um tema fora da caixa e arrojado, impunha-se uma promoção da música com um videoclip à altura, com um carácter diferenciador vincado. E foi isso que aconteceu! Portugal, para o certame da Eurovisão, teve, em Amor d'Água Fresca (música e interpretação de Dina e letra de Rosa Lobato de Faria [ letra ]), um videoclip colorido, dinâmico e audaz, carregado de energias positivas e a jorrar boa disposição, que ia muito para além de um mero bilhete postal do País. O videoclip, produzido pela UPAV (editora que gravou o trabalho anterior de Dina - Aqui e Agora), apresentava, para além de "três Dinas" - uma na pele de Carmen Miranda, outra na de uma Diva (a cantar num bar, com um longo vestido) e a terceira na sua própria pele, de Dina tal e qual é, -  as presenças monstruosas dos modelos Sofia Aparício e Ricardo Carriço percorrendo espaços típicos de Lisboa. 

 

 

O videoclip era apresentado diariamente nos serões da RTP1, após o Telejornal das 20h00. Fez um enorme sucesso e foi bastante elogiado, aquém e além-fronteiras! Tanto a canção Amor d'Água Fresca como o seu videoclip tornaram-se intemporais. Mas isso é outra história...

 

A promoção de Amor d'Água Fresca também passou pela divulgação discográfica da canção, que contou também pela versão da canção em quatro línguas (português, inglês, francês e castelhano), interpretadas todas elas pela Dina, sendo esta uma das canções mais versionadas na história de Portugal na Eurovisão e a que contou com mais versões oficiais em toda a década de 90 e até aos dias de hoje.

 

» Single promocional em vinil:

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» Minicassete:

minik7_AAF1992.jpg

» CD que inclui as quatro versões linguísticas de Amor d'Água Fresca:

din.jpeg

» O videoclip com a versão em língua inglesa de Amor d'Água Fresca (muito interessante e activista!) [ letra ]:

» O videoclip com a versão em língua francesa de Amor d'Água Fresca letra ]:

» O videoclip com a versão em língua castelhana de Amor d'Água Fresca letra ]:

 

 

publicado por zonaDINAmica às 16:56
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2017

25 anos de Amor d'Água Fresca (II)

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Após ter sido apurada na semifinal, Dina participa com Amor d'Água Fresca na Final do Festival RTP da Canção 1992, que se realizou a 07 de Março no Teatro São Luiz (Lisboa). A postura completamente solta e completamente livre de Dina, aliada ao seu timbre de voz único e característico, com música (autoria de Dina) original e facilmente identificável logo aos primeiros acordes, conjugada a uma letra (autoria de Rosa Lobato de Faria) que acrescenta um vocabulário novo ao frequente tema do Amor nas canções, recorrendo a um jogo de palavras (frutas) e sonoridades que despertam aromas e paladares, acabaram por ser trunfos que deram os seus frutos: Dina sagra-se vencedora com 230 pontos, mais 60 pontos que a canção classificada em segundo lugar!

 

» Rosa Lobato de Faria (autora da letra) e Dina (autora da música e intérprete da canção), lado a lado, permaneciam serenas durante a votação:

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 » Dina, vitoriosa e visivelmente feliz, com um prémio em cada mão (um de melhor canção e outro de melhor composição ) mais um enorme e colorido ramo de flores:

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publicado por zonaDINAmica às 20:38
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2017

25 anos de Amor d'Água Fresca (I)

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Na tentativa de se relançar, Dina decide participar no Festival RTP da Canção de 1992. Para tal, tem de sujeitar-se ao crivo de uma semifinal. Assim sendo, Dina participa na 2ª semifinal de apuramento ao Festival da Canção, que aconteceu a 19 de Janeiro no programa 'Entretenimento Total', apresentado por Júlio Isidro, com a canção Amor d'Água Fresca (música de Dina e letra de Rosa Lobato de Faria). Venceu a mesma com 40 pontos (mais 10 do que a segunda classificada), obtendo assim a classificação para a final.

Recordamos aqui essa participação que apurou Dina para o Festival RTP da Canção de 1992:

 

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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016

Dina e a Filantropia

Há quem tenha um coração maior que o Mundo. E Dina tem um coração assim: Não consegue dizer 'não' a um convite para um Bem Maior e não consegue deixar de fazer um gesto Maior quando sente esse ímpeto. Dina é uma abraçadora e causadora de Causas. Ficam aqui alguns exemplos desse altruísmo, de que existem registos na internet.

 

»» I Grande Noite Contra Leucemia

» 27 de Fevereiro de 2010

Dina faz parte de um painel de artistas convidados para um concerto que visava angariar fundos para a Associação Portuguesa Contra a Leucemia. Fica um vídeo com a primeira parte dessa participação (acompanhada de Miguel Castro):

 

»» "Quatro Patas de Prontidão"

» 11 de Junho de 2004

É este o título de uma notícia do Correio da Manhã, na data indicada, e fala dos cães do Grupo Operacional Cinotécnico do Corpo de Intervenção da PSP - estes cães são destinados a patrulhamento e ordem pública e  outros especializados na busca de explosivos, estupefacientes e busca e salvamento. - A certa altura do artigo há um destaque: "Este é o canil da ‘Xiana’, uma ‘retriever do labrador’, que, há dez anos [1994], foi oferecida ao Grupo pela cantora Dina. Ainda continua no activo e das várias ninhadas que já teve ficámos com quatro filhos. De entre eles destaca-se o ‘Pilão’, que é especialista em operações de busca e salvamento e participou em missões na Turquia, na Argélia e no Irão".

 

»» Evocação da Poesia de Rosa Lobato de Faria

» 21 de Março de 2010

Iniciativa da Junta de Freguesia dos Prazeres (Lisboa) que, para celebrar o Dia Mundial da Poesia, decide homenagiar a poetisa falecida a 02 de Fevereiro desse ano: Rosa Lobato de Faria. Dina não poderia faltar a dita homenagem, cantando as letras que a sua amiga Rosinha lhe escreveu: Ninguém mais escreverá letras para as suas canções com a "facilidade" que a distinguia pois as palavras pareciam estar à espera, como se tivessem estado sempre ali, dentro das melodias

dina_21Março2010_Homenagem RosaLobatodeFaria1a.jp

 

»» Dina contribui com a sua presença e voz em músicas de cariz solidário:

» Pirilampo Mágico 1994

 

» Pirilampo Mágico 1995:

 

» Racismo Não (1996). A venda deste CD reverteu a favor da AMI (Assistência Médica Internacional). 

» Novo Amanhã (1996), do projecto Correr Contra a Sida

 

»» Dina também marcou presença em natais do hospital, assim como em outras iniciativas da televisão e da rádio (participa na canção de Natal da Rádio Renascença (1993), que é uma adaptação para português do clássico "White Christmas" - "Eu penso no Natal branco,/ Com crianças que riem brincando,/ Oiço cantando uma canção feliz"...).

dina_natal hospitais94a1.jpgDina no Natal dos Hospitais 1994 (RTP), interpretando "Por Alto Mar"

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Dina no Natal dos Hospitais 1997 (RTP), interpretando "Tafetá"

 

 

publicado por zonaDINAmica às 20:24
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016

Dina condecorada em Carregal do Sal

dina agraciada medalha ouro_carregaldosal_18julho2

Aconteceu a 18 de Julho de 2016, durante as celebrações do Dia do Município de Carregal do Sal. Ondina Maria Farias Veloso, mais conhecida por Dina Veloso, foi distinguida com a Medalha de Mérito Municipal Cultural, Grau Ouro, «por toda uma vida entregue ao mundo da música, tendo sido atraiçoada, recentemente, por uma fibrose pulmonar que a obrigou, precocemente, a terminar os 40 anos de uma carreira musical genuína e jeito peculiar, que soube sempre ligar às suas origens». Um reconhecimento merecido. A entrega da medalha e do respectivo certificado foi feita pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, e pelo Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Rogério Mota Abrantes. Lembre-se que Dina fez concertos beneméritos na sua terra natal, em que o total angariado chegou a ser, por exemplo, para os Bombeiros Voluntários locais. [Fonte]

dina agraciada medalha ouro_carregaldosal_18julho2

dina agraciada medalha ouro_carregaldosal_18julho2

 

publicado por zonaDINAmica às 17:03
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Domingo, 27 de Novembro de 2016

Rescaldo DINAMITE no Vodafone Mexefest (act.)

DINAMITE_1.jpgFoto: julia.pt

 

O balanço da participação de DINAMITE no Vodafone Mexefest foi bastante positivo:

 

"Terminámos com Dinamite, um espectáculo muito animado de homenagem à compositora e intérprete Dina onde não faltaram vozes femininas bem conhecidas do público português como Ana Bacalhau, Da Chick e Márcia. No fim o público do Tivoli BBVA juntou-se à festa com a música “Amor de Água Fresca”. Um concerto a que não faltou nem a boa disposição nem a própria Dina, que celebra 40 anos de carreira"

julia.pt

DINAMITE_2.jpgFoto: julia.pt 

 

"Em palco, artistas como Márcia, Alex D’ Alva Teixeira ou Ana Bacalhau não se cansaram de destacar a riqueza e diversidade das suas composições [de Dina], razão para que, neste espetáculo idealizado por Gonçalo Tocha, tenham cabido participantes também eles tão distintos, argumentou a cantora dos Deolinda. (...) Por fim em palco com todos os membros deste tributo – incluindo com a Banda Dinamite, o quarteto reunido para o efeito – Dina mostrou-se grata por uma homenagem que parece tê-la surpreendido e emocionado com igual intensidade. «Dinamite», a canção, novamente interpretada em espírito comunal, foi o pretexto ideal para todos os abraços que deu e recebeu no adeus"

Blitz (inclui reportagem fotográfica)

 

"No mesmo local [Teatro Tivoli BBVA] onde na sexta-feira se viveu um dos momentos mais animados da primeira noite, com o espetáculo Dinamite, que juntou nomes como Ana Bacalhau (Deolinda), Mitó (A Naifa), Márcia, Da Chick, B Fachada, D"Alva, Tochapestana ou Best Youth à volta da música de Dina. A plateia, bastante composta mas não esgotada, cantou e dançou do princípio ao fim, numa mais que merecida homenagem a uma das mais talentosas (e injustiçadas) compositoras do pop-rock nacional"

DN

 

"O Tivoli estava a receber com curiosidade Dinamite, uma homenagem à cantora Dina, que estava presente e até se juntou à festa no fim. Para dar voz às canções da Dina juntaram-se artistas de hoje que iam alternando por vezes a solo, dois a dois ou em conjunto, com ou sem banda. Ana Bacalhau, Márcia. D'Alva, Best Youth e Mitó, entre outros deram um concerto muito animado, com direito a pessoas em pé a aplaudirem vários temas. Ouviu-se o álbum integral Dinamite mas não só, num espetáculo cheio de cumplicidade, alegria, talento e cor"

Destak

 

"No teatro Tivoli BBVA Dinamite trazia uma panóplia de (bons) artistas nacionais em jeito de celebração da carreira de Dina. Afinal, e como os dois concertos especiais que antecederam o Mexefest comprovaram, a trajetória de Dina não parou no “Peguei, trinquei e meti-te na cesta”"

musicfest

 

"Um dos concertos mais emblemáticos da noite aconteceu no Tivoli com o projeto Dinamite, homenagem à arte musical de Dina, presente e assim celebrada por grandes nomes da atualidade musical e de géneros diferentes. Nas palavras de Ana Bacalhau, uma das artistas envolvidas, só uma obra de arte como a de Dina seria possível juntar num projeto tantos artistas, tão diferentes nas suas construções musicais e com tanto prazer a subir ao palco, cantar e inovar, os sons que nos são tão familiares da década de 80. A alegria de todos e a sintonia no jogo de vozes e interpretação valeu um espetáculo memorável, com sala cheia e público alegre e envolvido"

-  Canela & Hortelã (inclui reportagem fotográfica)

 

VIDEO: Momentos musicais para (re)viver (colocar o ponteiro do rato sobre a imagem para o video "arrancar"): Desamparem-me a Loja, Há Sempre Música Entre Nós, Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim e Dinamite (com Dina!).

 

 

A música de Dina é de facto intemporal e intemporal foi também este concerto DINAMITE III (venham mais!), com todas e todos aqueles que acordaram a voz e os instrumentos: Ana Bacalhau, B FachadaBest Youth, Da Chick, D´Alva, MárciaMitó, TochaPestana e Manuel Dordio, David Santos, David Pires e João Gil,do quarteto fantástico da banda DINAMITE. Prova superada!

dina_dinamite III_25Nov2016.jpg

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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016

Dina à conversa com o Expresso + DINAMITE III

A pretexto de mais um concerto Dinamite - Concerto Celebração da Vida e Obra de Dina, já no dia 25 de Novembro no Festival Vodafone Mexefest, Dina conversa com Bernardo Mendonça, n'A Beleza das Pequenas Coisas (Expresso online). O Teatro Tivoli BBVA será o palco, às 22h40, onde se replicará a homenagem à compositora, instrumentista e cantora Dina, e onde contaremos e cantaremos com Ana Bacalhau (Voz), B Fachada (Voz e Viola Braguesa), Best Youth (Voz e Guitarra), Da Chick (Voz), D´Alva (Voz e Guitarra e Programações), Márcia (Voz), Mitó (Voz) e TochaPestana (Voz, Guitarra e Programações). Um momento imperdível!

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Quinta-feira, 31 de Março de 2016

Concertos DINAmite - Ecos

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Uma compilação do que foi dito sobre os concertos DINAMITE em Lisboa e no Porto (com fotos/vídeos):

»» Lisboa (Teatro São Luiz)

» altamont (com fotos)

» Festivais da Canção (com fotos e vídeos)

» Nuno Carvalho (fotos)

» SAPOMAG (com fotos e vídeo-entrevista à Dina)

» Jornal HARDMUSICA (com fotos)

 

»» Porto (Teatro Rivoli)

» TSF (com fotos);

» Porto. (com fotos) 

» ESCPortugal (com fotos e vídeo-resumo de alguns momentos)

» Agência de Informação Regional - Norte (com vídeo)

» Glam Magazine (fotos)

 

Bem-Haja à todos estes Média pela cobertura fantástica do Evento DINAmite!

 

publicado por zonaDINAmica às 18:57
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Dina em entrevista - ionline

Dina. “Se soubesse que podia dizer ‘não’ teria dito que não ia ao Festival da Canção”

CLÁUDIA SOBRAL - 21/03/2016

 

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O último concerto já foi há três anos e foi um último concerto perfeito. Gonçalo Tocha pediu-lhe mais um, de homenagem, para revisitar “Dinamite” – e fechar um ciclo 

 

Nunca nos entrou na cabeça em crianças por que é que Dina cantava kiwi com u em vez de v. Também queríamos muito uns brincos iguais àqueles, de qualquer forma não foi para falar de “Amor de Água Fresca” que nos encontrámos com ela no São Luiz, em Lisboa, que em 40 anos de carreira cabe muito mais do que isso. É aqui que amanhã à noite Ana Bacalhau, B Fachada, Best Youth, Da Chick, D’Alva, Márcia, Mitó, Samuel Úria, Tochapestana, Manuel Dordio, João Pinheiro, David Santos e João Gil se juntam a Dina para revisitar “Dinamite”, o seu primeiro disco, “álbum seminal da música moderna portuguesa que passou despercebido no seu tempo”, num concerto que (juntamente com o de dia 24, noRivoli) marcará oficialmente o encerramento da sua carreira.

Quando olha para trás qual é o momento mais importante?

Houve vários. Desde 1980, quando participo no Festival da Canção e os próprios jornalistas que estão a cobrir o certame têm necessidade de criar um prémio. O prémio revelação foi criado pelos jornalistas, tenho lá em casa um papel do “Se7e”, do “Correio da Manhã”, dos jornais da altura. Tive vários momentos importantes. Valeu a pena? Valeu. Pena é que tinha vontade de continuar e não posso. Posso como compositora, como cantora está fora de questão.

Tem muitas músicas na gaveta. Alguma dessas merecia mais estar nalgum dos seus discos do que as que ficaram?

É sempre difícil responder a isso. Quando acabamos de gravar um disco já estamos insatisfeitos. Por que é que não fiz aquilo de outra maneira, por que é que fiz assim o disco, com esta faixa em vez de outra? 

Depois dessa primeira participação no Festival da Canção grava “Dinamite”.

É o meu primeiro álbum. Estava a trabalhar só focada nesse álbum, não queria festivais nem nada disso. É um álbum que está repleto de coisas fantásticas mas passou um bocado ao lado, quase invisível, porque eu não sabia que podia dizer não. 

Está a falar de quando foi pela segunda vez ao Festival da Canção.

Exatamente. Cantar duas canções do LP “Dinamite”, que na altura não queria mesmo. Ainda gravei o “Pássaro Doido” e depois o single “Há Sempre Música Entre Nós”, que era o que eu queria levar ao Festival da Canção – e aí, sim, acho que teria corrido bem, não sei o que aconteceu, se calhar perdeu-se nos corredores, se calhar ninguém a mandou, não me interessa. Para as pessoas a Dina é o “Amor de Água Fresca” e “Há Sempre Música Entre Nós”, mas tenho uma discografia mais vasta e bem puxada. Daí o Gonçalo Tocha ter pegado naquele disco, “Dinamite”, que ninguém sabe que existe - a não ser os curiosos.

Estava a dizer que não sabia que podia dizer não.

Se soubesse que podia dizer “não”, teria dito que não ia ao Festival da Canção. Concorreram com três canções do LP à revelia, sem eu saber. E quando chegaram todos entusiasmados a dizer “apuraram-te três canções”, fiquei zangada. Devia ter dito que não. Não se faz isto, mas aí foi a minha ignorância.

Era outra época.

Claro. Não gostei mesmo nada do que aconteceu, mas achei que não tinha saída. Etinha, isto nos dias de hoje era impensável. Mas a partir daí nunca mais me endireitei. Ainda gravei o “Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim” mas depois perdi o fio à meada, fiquei desmotivada e foi complicado retomar a confiança. Senti-me traída... Percebi anos mais tarde por que é que isso tinha acontecido.

Mas isso condicionou a sua carreira?

Não foi só isso. Tenho a certeza que fiquei aquém do que poderia ter sido, podia ter feito muito mais coisas. E a culpa aqui não é só disso, houve coisas que não soube gerir. Senti-me sempre um bocado isolada e houve coisas que fiz bem e coisas que fiz muito mal. Mas há uma coisa de que tenho a certeza: nunca defraudei quem gostou de mim desde a primeira vez, porque o trabalho é sempre muito... tem uma marca, tem um registo. E quando o Gonçalo Tocha fez o repto a toda esta gente [para o concerto], eles conheciam-me todos. Não tinham a noção de todo o meu trabalho, mas tinham alguma. Esta malta toda que vai cantar, podiam ser meus filhos. E para mim isto é uma honra, ficarei eternamente grata. Houve uma empatia muito grande quando o Gonçalo descobriu o disco e disse “giro, giro era tu gravares connosco”. Foi aí que tive que lhe contar que estava com um problema respiratório. E foi aí que ele disse: “Então vamos fazer uma celebração da tua música, já que não podes cantar”.

Mas vai cantar pelo menos uma?

Vou, tem que ser.

Qual?

Não digo! [risos]

Tem aquela coisa de num dia lhe apetecer mais uma que outra?

Não, tem mesmo a ver com os problemas respiratórios. Por exemplo, os dias mais húmidos são extremamente complicados. Levanto-me e já terminou o dia para mim. Imagine o que é estar o dia todo dentro de um colete de forças, sempre apertado.

Como é que foi quando descobriu que tinha fibrose pulmonar?

Sabe que os pulmões são um órgão muito emocional e em 2006 perdi dois irmãos, um em março, outro em julho. Perder os pais é uma coisa de que não estamos à espera mas faz parte da vida, os irmãos... eles crescem connosco. E eu sentia aqui um peso, pensei que era angústia, porque não conseguia respirar, fui ao médico e como não sou fumadora ele não viu grande coisa mas disse “vamos fazer uma TAC”. E na TAC não houve sombra de dúvidas. Mas ainda conseguia andar de bicicleta quando ia a Carregal do Sal, sentia-me cansada mas não tanto.

Então quando percebeu que tinha que deixar de cantar?

Há três anos dei o último concerto, na Figueira da Foz. Entretanto perdi outra irmã, em 2012, foi muito complicado gerir porque tive dois meses e pouco para me preparar para isso, desde que ela adoeceu. Mas conseguia fazer os concertos. A 22 de setembro faço esse concerto e parecia que havia ali uma magia qualquer. O casino estava cheio, eu, duas guitarras e um piano. Fantástico. Nem me senti cansada. No dia seguinte estava de rastos. E depois, nos ensaios, percebi que já não conseguia. Não conseguia afinar. Uma pessoa tem que ter pulmão para aguentar a nota. Depois foi piorando e não consigo, não consigo mesmo.

Acha que podia ter sido outra coisa?

Gostava de ter sido médica mas médias, xau, mas gostei sempre muito de música. A primeira vez que peguei numa guitarra, aos 14 anos, comecei logo a tentar compor as minhas coisas, não queria cantar as dos outros. Comecei, logo em duas cordas, a querer fazer aquilo que ia na minha cabeça, portanto acho que mais cedo ou mais tarde aquilo ia revelar-se. 

Como é que veio para Lisboa?

A minha irmã mais velha veio cedo para Lisboa trabalhar. Eu vinha de vez em quando, mas definitivamente vim em 1977, 78, para o Senhor Feliz e o Senhor Contente. A minha irmã conhecia bem o João Soares Louro, que nessa altura era presidente da RTP e havia [no “Nico no País das Maravilhas”] uma rubrica para dar lugar aos novos. Fui aos livros lá de casa, encontrei um poema do António Gedeão que musiquei e foi isso que levei ao programa. Depois saiu uma crítica do Mário Castrim, que dizia mal de toda a gente e de mim disse maravilhas. Apresentei-me na Polygram a cantar umas canções num inglês mal amanhado, o Tozé Brito ouviu e disse “tens quem te faça a letra?” Tinha o Eduardo Nobre, que fez o “Guardado em Mim”.

E a história do CDS?

A história do CDS é mais tarde, em 95. Portugal estava num marasmo, mas sempre me estive a borrifar para a política, juro. Só que o Manuel Monteiro sabia que, para fazer passar uma mensagem, era preciso um discurso articulado. E conseguiu passar-me a mensagem: entrarmos no Tratado de Maastricht, deixarmos de ter a nossa moeda, temos que ser questionados em relação a isto. Daí a fazer-lhes o hino foi um passo. Nem cobrei. Mas não estou filiada em lado nenhum.

Já estamos sem tempo, mas não queria que nos despedíssemos sem falar do “Amor de Água Fresca”…

Principalmente para vocês que eram miúdos. Depois do lançamento do “Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim” lanço o álbum “Aqui e Agora”, que não agitou muito. Então foi aí que pensei: “Tenho que fazer uma canção para ganhar”. E fiz uma canção, pus nos auscultadores da minha filhota, ela cantou, e pensei “está feito”. A Rosinha [Lobato Faria] pôs-lhe o cocktail das frutas e ganhei com uma diferença…

E foi à Suécia.

E fui. A Malmö.

 

Fonte: www.ionline.pt/artigo/501112/dina-se-soubesse-que-podia-dizer-nao-teria-dito-que-nao-ia-ao-festival-da-cancao-?seccao=Mais_i

publicado por zonaDINAmica às 18:54
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Sexta-feira, 25 de Março de 2016

DINAMITE ontem no Rivoli (Porto)

dinamite.jpg

 

Ontem realizou-se no Teatro Rivoli (Porto) o último concerto DINAMITE - Celebração da Obra e Encerramento de Carreira de Dina. Não foi, de todo, uma despedida. O Ambiente era de festa. Festa da Música, da Cor, da Poesia, numa explosão de sensações e sentimentos... Dai ser tão difícil reduzir o que aconteceu em palavras... Palavras essas, para já, de agradecimento:

 

- Ao Gonçalo Tocha, o mentor destes concertos em Lisboa e no Porto e por ser o pontífice entre a Música de Dina e a nova geração de cantores da Música Portuguesa, que, no momento do convite, logo deram o seu "Sim!" e abraçaram calorosamente o Projecto;

 

- À esses mesmos cantores da nova geração: Ana Bacalhau [Deolinda], B Fachada, Best Youth - que "aprenderam" (e muito bem!) a cantar em português, - Da Chick, D´Alva, Márcia, Mitó [A Naifa], Samuel Úria e os Tochapestana. Tanto de profissionalismo e talento como de humildade. Deram eco e o toque pessoal às canções de Dina, tanto na interpretação vocal como na presença em palco. Soberbos!

 

- À banda de músicos - os DINAMITE: David Santos, João Gil, João Pinheiro e Manuel Dordio. O Quarteto Fantástico;

 

- À Dina, que mesmo colocada na sombra por alguns, brilha como um sol de verão, que mesmo com limitações de saúde, exala Vida. Estamos sempre contigo! Continua a fazer aquilo que sabes fazer bem, que é compor e (agora dentro do possível) cantar... Para nós;

 

- Aos fãs, que marcaram presença no São Luiz e Rivoli, tornando este sonho real... E um enorme sucesso!


O Concerto de ontem, ainda com as cortinas fechadas, começou com um "totalmente inédito" de Dina, em voz-off, pela própria. Uma balada que à segunda volta já se trauteava automaticamente o refrão. Ao longo do concerto, um outro "totalmente inédito" de Dina surgiu, mas desta vez foi uma canção a rasgar, interpretada pela nova geração de cantores, sendo a voz principal de Da Chick.


As canções apresentadas foram dos mais diversos estilos, algo que é tão natural em Dina, que surpreenderam positivamente  pela forma como, mais ou menos arrojada, foram encarnadas pelos cantores e músicos.

 

Se tudo correr como o planeado, em breve haverá umas boas surpresas para os fãs, que serão as “palavras” que acondicionam tudo o que de veras aconteceu nos concertos DINAMITE.

 

Não quero terminar o texto sem destacar o João Dias, criador da pintura a óleo que ilustra o cartaz oficial do Evento, assim como outras e outros que também fizeram acontecer estas duas noites.

 

Bem-Haja a todos!!

 

 
 
publicado por zonaDINAmica às 10:57
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zonaDINAmica

Clube Oficial de Fãs da Cantora e Compositora Dina
 

 

NOTAS:

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